Quinta feira – 15 de outubro de 2009 Dex levanta da cama antes do despertador tocar. Perdeu o sono. Levanto pouco depois e desço pra pegar o jornal. Nada de jornal. Ligo na portaria e nada de jornal. Ligo no Estadão e reclamo da falta do jornal. Nada de jornal! Pronto, meu dia começou torto sem leitura fresca para a cagada podre. Banho. Dex entra no banheiro e dá um barro fedorento ao lado do box enquanto conversamos. Isso se chama intimidade! Tava passando as letras das novas músicas mentalmente sob a água. A faxineira deve estar chegando. Dex ta menstruada e, naturalmente, mais sensível. Seguimos conversando sobre estes projetos que estão chegando até mim. Espero que algum deles vingue. Quero ir pra frente das câmeras, porra, caralho, buceta! Ainda meio faltando um pedaço por causa da não entrega do jornal, vou pra Internet. Dex vai deitar, pois ta com cólica. Lá embaixo ouço os ruídos de dona Rosa. Terminando minhas internetualizações passo no Simon e tento resolver a porra do lance do repertório. Depois vou pro SBT, resolver roteiros. Lá pelas 18h saio pro pocket show. E seja o que Deus quiser. To com minha camiseta vermelha da FDP. Tento ligar pro Simon pra avisar que to indo, mas meu celular inexplicavelmente está sem sinal. Não exatamente sem sinal, exibe uma mensagem que me informa que o serviço está limitado e só posso fazer chamadas de emergência. O que é uma chamada de emergência? Como informo ao celular que determinada chamada é de emergência? Hum! Simon’s. Ele ta em casa. Subo. Passo as músicas pro Lap Top dele via penis drive. E tb entrego o cd que queimei com umas doze canções, já que as outras se recusaram a ser inseridas na mídia denominada CD-R. Viadinhas! Fefê quer que eu jogue um baralho esquisito com ela. E eu jogo. Mas tenho que ir. Aproveito e deixo o baixolão do Tuca com Simon prele levar na passagem de som. Pronto. SBT. Transito desgraçado. Anhanguera lenta. Trevo do 18 fechado. Alça do 19 fechada. Retorno no 24. Tudo muito moroso. Gato na frente do SBT. Puta que pariu, tem um busão amarelo gigantesco manobrando na entrada da cancela. E dá-lhe esperar. Minha chegada ao SBT tem se parecido com um campo minado, cheio de armadilhas. Ok. Subo. Redação. Pelo visto não chegou ninguém. Todo mundo preso no tráfego pesado desta área. Opa, a blusa do Ed está ali. Então ele está. Mas tá tudo certo. A galera vai chegando e se ocupando. Inicializo Dorival. Acertos aqui, checagem ali, almoço. Mocozo, claro, um belo naco de contra-filé sob a salada. Rango em andamento. De volta pra produção. Epa esqueci meu crachá no carro. Não consigo passar pela catraca da praça de alimentação. Peço ao segurança que me libere a entrada, mas ele diz que não pode e me manda pruma outra catraca. Eu vou? Ô caraio! Dou a volta pelo heliponto e entro por trás. Passo bem pertinho do meu carro e vcs podem pensar: - Por que este velho safado não pega o crachá no carro? Porque a chave está no bolso da minha jaqueta, na produção. Ok. To de volta agora. Tomo o crachá do Dante emprestado e vou até o Assist ver o que foi gravado daquele marido relapso no SPA. Vida boa da porra, cheia de massagens, banheiras, relaxamento. Vagabundo! Volto e começo a adiantar esta porra de roteiro de edição. Jorjão ta fazendo o mesmo com a reforma do carro. Dan ta se embrenhando no apê do Tito, Naná resolvendo offs da surpresa do WW que vai ao ar domingo e Ed, que ontem á noite foi assaltado e tomou um soco no nariz, ta com seus tops e um vt de artista. É isso. Tarde em andamento. Ops. 5 pra seis e tenho que ir pro Pocket show. Já de bolsa a tiracolo e jaqueta no corpo resolvo atender a um último telefonema. Carlinhos, chefe da edição, pede que Nádya escreva o texto para o vt do WW agora. Mas Nádya ta de saída, pois deu sua hora. A verdade é que alugaram ela a tarde toda com detalhes de edição que não são da nossa conta. E quando surgiu a necessidade real de texto já tava na hora de ir. Estabelece-se uma certa tensão, pois Carlinhos quer o off o quanto antes e Nádya tem um compromisso ás sete. Ok, Naná se dispõe a escrever o off de casa e mandar mais tarde. Carlinhos parece não gostar muito, mas é assim que vai ser. E vamosimbora! Dante pede carona. Eu o deixo lá embaixo e, pasmem, chego ao Shopping Villa Lobos na Marginal Pinheiros em 20 minutos, com todos os caminhos livres como num feriado. Vai entender esta cidade. Carro encostado. Subo até a Livraria Cultura. Já tem uma filinha de gente esperando pra nos ver. Cumprimento-os e vou pra dentro do auditório que, fui informado, tem capacidade pra 120 pessoas. A banda ta passando o som e me junto a eles. Depois fazemos uma entrevista em vídeo. E na seqüência, batendo sete da noite, saio só, como o Lenine, para tomar uma. Encontro um bar típico americano chamado Joe’s and outro nome que não lembro. Pelas paredes decoração de baseball, cricket, futebol americano e esportes universitários. Joe? Bar? Baseball? Enquanto saboreio um chopp pilsem Eisenbahn e vejo garrafas de Baden baden e Devassa na prateleira, lembro da canção do Simon & Garfunkel, Mrs. Robinson: “where have you gone, Joe DiMaggio, a nation turn his lonely eyes to you, uh, uh, uh!”. Bingo. Este é um bar temático do Joe DiMaggio, lenda do baseball americano, praticamente desconhecido entre nós e que, entre outras coisas, foi namorado da Marilyn Monroe. Morreu em 99, depois a wikipédia vai me informar. É como se eu entrasse num bar temático do Rivelino em Nova York. Mais uma caneca de chopp catarinenese desce. Sigo assuntando o pessoal sobre a decoração. Descubro que há cinco bares como este no Rio e aqui no Villa Lobos foi instalada a primeira versão paulistana. Cool. Bem, como vcs já devem ter sacado, o bar serve produtos Schin. Tem tb chopp Primus e Schin. Pego duas garrafas de Baden pra viagem, uma Stout e outra Cristal. E volto pra fazer o show acústico. Ofereço tragos das brejas pra galera. Roy sumiu. Roy voltou. Simbora tocar o novo cd inteiro. E vai bem. As pessoas até cantam várias das novas canções. Uhu! Que bela surpresa. Abrir as canções na Internet antes do lançamento fez efeito. Tocamos por pouco mais de uma hora, com um ou outro comentário no meio. Inclusive citações como a dos Replicantes e da Amy “adega” saem tb. Não podemos esticar bis ou bater papo, pois tem um espaço pra fotos e autógrafos na parte de baixo da loja. É pra lá que vamos, regados a vinho branco. Muita gente, gente! Uau! Amigos, fãs, gente que não via faz tempo. Cool. Até Rodrigo Arijon, que esteve entre os finalistas pro CQC dá as caras. Legal! E desce vinho branco. Terminou. Loja fechando. Banas me informa que amanhã ás sete da noite o Metrópolis vai gravar com a gente no Inferno. E dá-lhe dar gato no SBT. Volto pro bar do Joe DiMaggio. Dex me liga e pergunto se ela quer ir até o Terra Nova depois, mas ela já jantou e ta com preguiça. Como um hambúrguer aqui mesmo. Delícia. Isso é que é hambúrguer, porra! Mais chopp. Hora de ir. Levo uma Devassa long neck pra não morrer de sede no caminho. O caixa do estacioamento não aceita Visa e to sem grana. Shopping em vias de fechar e tenho que atravessa-lo vigiado por seguranças pra ir ao um caixa 24 do lado de fora, sacar grana, voltar, pagar o estaciomanento e sair. Vc acredita que durante este trajeto interno um segurança disse que eu não podia portar minha Devassa? Mas, por que não explodem todos os seguranças do mundo? Quem este cretino pensa que é? E mais: o que ele pensa que uma cerveja é? Droga pesada! Vão dar o cu pra uma matilha de jegues, seguranças de merda. A luz que indica combustível no osso tá acesa. Encosto num posto na Marginal e enquanto cara introduz álcool no tanque, eu desintroduzo cerveja no banheiro. Indo pra casa. Tô aqui. Dex ta de tromba e nem sei por que. Terei feito mais alguma cagada? Ou será algo retroativo? Ou ainda, apenas a porra da mestruação? Vai saber! Resolvo comer um bife com pão e abro uma Eisenbahn daquelas que ganhei em Ponta Grossa, aquela comemorativa da Oktoberfest. Frito o bife com sal grosso e azeite. Corto as fatias endurecidas de pão e jogo em cima. Uma massaroca deliciosa que desce muito bem, lubrificada com breja. Dex ta de tromba. Já disse isso, né! Pergunto a razão e nada. Me troco, escovo dentes e vou dormir. Começo a roncar feito louco e ela me cutuca a cada cinco segundos. - Ok, seus problemas acabaram: vou dormir no sofá.
Escrito por paulaovv às 11h54
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Quarta feira – 14 de outubro de 2009 Telefone toca sete e meia da matina. Na primeira corrida ao aparelho não dá tempo de atender. Na segunda ouço a voz da Carol do SBT me pedindo a senha da minha máquina. Os e-mails com roteiro e fichas não chegaram ao seu destino e ela vai imprimir outros (?). Informo que a senha está num postit na parte superior da tela. Ela se desculpa por não ter visto e me acordado. Ok. Boa gravação! Pego o jornal e cago. Hoje ás 19h tem Brasil e Venezuela sem nenhum tipo de importância e a Argentina precisando vencer o Uruguai em Montevidéo pra ir pra copa. A rivalidade entre eles é mais antiga e deveras maior que com o Brasil. Uruguai e Argentina foram os primeiros fodões do futebol sul-americano. Porém, não ir á copa não é novidade pros nuestros hermanos porteños. Não foram 4 vezes. Os uruguaios não foram dez vezes. Nós fomos em todas. A última vez que a Argentina não foi, quem envergava a camisa amarela era gente como Pelé, Rivelino, Gérson, Jairzinho, Tostão, 1970. Perderam a vaga pro Peru e o nosso show. Olha o Rubinho dando entrevista todo pimpão usando a camisa do Timão. Piloto não sei, mas parece ser um cara boa praça. Por falar em Corinthians, foi num dia como ontem, 13 de outubro de 77, que ganhamos nosso título mais significativo. Não o mais importante, mas o mais significativo: o paulistão sobre a Ponte, após 23 anos de seca. E a diretoria vai homenagear os quatro jogadores envolvidos na jogada daquele gol do Basílio. Quem, além do Basílio? Vcs sabem. Zé Maria, Vaguinho e Vladmir! Seleção sub-20 na final da Copa do Egito na sexta contra Gana. Daniele, digo, Diego Hypólito fora do mundial sei lá aonde. Quem é mais macho: ele ou ela? Quem é mais venenoso: eu ou uma Coral? E chega de esporte. Duas do Tutty Vasques: excesso de peso de Ronaldo pode ser retenção de líquido. Vai mijar, Fenômeno! Amy Winehouse baixou no hospital só que para revisão do implante nos seios. Houve quem apostasse em overdose de silicone! Eh,eh,eh! Livro digital deve substituir livro de papel até 2018. Será que um dia o papel higiênico de limpar cu tb será digital? Será que nossa merda ficará virtual? Por que vc não pega no meu pau? E chega. Volto a dormir. Fico nesta até às 10h. Dou uma esfregada na Dex. Ta com cólica. Ainda assim, a abraço e digo uma frase que me soa mais que sincera: - A vida não tem dado muito tempo pra gente, né? Hum! Banho e bronha! E Internet, completamente atrasado. Preciso atualizar as coisas e ainda ir no Simon e passar as músicas dos cornos pro computer dele, já que não consegui queimar um cd. Fui! To aqui na casa do Simon. Fefê me dá um pirulito. Lu ta almoçando na correria pra deixar Fefê na escola e ir trampar. E eu e Simon tamo na luta pra transferir as músicas do meu I-pod pro Lap top dele. Precisa baixar o I-tunes. Demoooora! Simon me mostra sua batera silenciosa. Dá pra estudar sem o terror dos vizinhos reclamarem. O I-tunes, como uma menstruação, desceu e nada. Perco mais de meia hora e não conseguimos baixar porra nenhuma de mpusica. Desisto. Tento queimar um cd lá em casa, á noite. Transitaço pro SBT. Já na Anhanguera o trevo do Km 18 tá fechado. Os gênios fecham tb a alça de acesso do 19 e me mandam retornar na km 24. Sei que não vai adiantar nada, mas quando passo na frente da entrada desta alça do 19 que foi criada para desafogar o trevo do 18 e mostro meu crachá do SBT pro guarda, indicando que bastaria me liberar e em coisa de dez segundos eu seria um carro a menos a congestionar a via. Ele faz sinal preu ir pro km 24. Digo que é um absurdo. Ele diz que abssurdo é eu dirigir com fone de ouvido. Sigo dizendo que aquela interdição é absssurda e ele diz que estou congestionando o transito. Sigo contrariadaço e ele começa a mexer nos bolso, acho que vai me multar. Abssssurdo!Vou até o km 24, mas antes disso ligo pra Autoban e solto os cachorros absssssurdos: - Vcs são portugueses? É um abssssssurdo! Vai ser burro assim na casa do caralho! Fazem um retorno pra desafogar quando o trevo trava e, quando isso acontece, travam o retorno tal e qual o trevo. Burros. Ela diz que a ligação está sendo gravada. Enfia a gravação no cu. Filhos da puta! Vc e aquele policial de merda que deve estar me canetando agora! Corno. Nesta onda de revolta passo a entrada do retorno e o próximo é depois do pedágio. 6 reais e dez centavos pro lixo. Retorno no km 29 e mais 6 reais e dez centavos pro lixo. Se eu fosse uma chaleira estaria explodindo agora. O transito no sentido capital está lento pra caralho. Anda, pára, anda, pára. Faço um gato e entro no acesso ao SBT. Carro parado no estacionamento traseiro da emissora e eu respirando fundo. Três da tarde e consigo sentar á minha mesa, sem ter tido chance de comer minha feijoada sagrada de quartas feiras. Sacrilégio que se repete por duas semanas seguidas. Isos é que me dói mais! Foda! To cuspindo marimbondo. Dorival Caymi leva quase 15 minutos pra inicializar. Ta foda. Vou pegar água no bebedouro. Volto. Inicializo o computer de novo. Agora foi. Tenho que ver as imagens do marido que está sendo reformado no “Vc não vale nada...”. Já vi. E ai? Mara me chama pra falar do esquema de férias no fim do ano. Jotaerre quer adiantar as duas resoluções do “Vc não vale nada...”. Ta bom, vou escrever antes de ver todas as imagens. O dia passa comigo pedindo a Deus pra calma me abraçar. Fim de tarde. Dante é o último a deixar a sala. Ele me trouxe uma garrafinha de pinga de João Pessoa. Poderíamos tomar uma breja, mas tenho que ir á Massa Real meio que passar o texto da minha participação em “O Estagiário”. Transito tranqüilo. Na tv o Brasil empatava com a Venezuela e a Argentina com o Uruguai quando sai. Vamô Uruguai, fora Argentina. Tô aqui numa travessa da Av. Pompéia. Arthur ta sozinho na produtora e não sabe do encontro. Mas vai rolar. Ângelo chega com o diretor da bagaça e passo o texto com ele. Ao contrário do que eu pensava, ele me manda improvisar sobre o que está escrito no roteiro. Diz que o sentido de me colocar nesta ponta é achar humor, preu colocar cacos e tal. Ok. Eu tava tentando ser leal ao roteiro. Não é nada disso! Passado o texto, simbora. Mais transito tranqüilo até em casa. Entro e Dex pede silencio. Bafo ta dormindo no sofá. Rodragg foi ver o jogo por aí e Bio ainda não voltou do trampo. Dex pede que eu olhe o garoto enquanto ela desce pra jantar. Um anjinho dormindo, véio! Que visão apaziguadora a de uma criança cochilando. Deus abençoe a Autoban e aquele guarda de merda. Isso é que é vida! Chegar em casa e dar de cara com um serzinho destes. Na tv, sem som, vejo a festa dos Argentinos que venceram o Uruguai na casa da celeste olímpica. Portanto, nada a reclamar amigos uruguaios. Perderam na bola e vão pra repescagem. Argentina em 4º, mas dentro da copa. E o Equador perdeu do Chile e nem deu pro cheiro. Bafo se mexe. Começa a se coçar sem abrir os olhos. Tira a chupeta. Dex volta e vou eu jantar. Ok. Subo. Ela ta de olho nele e eu me preparo pra fazer uma pasta com as letras do cd novo pro Pocket show de amanhã na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, 19h30. Rodragg chega pra pegar o Bafo com Bio. Um segundo antes ele acorda, mas fica ali, meio zumbizado, deitado, inerte. Os olhos estão abertos, mas ele ainda não inicializado. Rodragg sobe, pega a criança e leva pro carro. Encontro Bio na sala. Bjos. Lá se foram. Termino de montar minha pasta e vou pro computador tentar queimar o cd do Simon. Não rola. As canções parecem estar em formatos diferentes e não gravam. Copio tudo num pênis drive. Tento ir enviando duas a duas pro Simon por e-mail. Muito tempo para anexar. Passa de meia noite. Passa de uma hora. Uma e meia. Vai tomar no cu. O Emerson, que ta me lendo agora, diz que tem todas as canções de corno do mundo e que vai linkar isso pra mim. De todo modo, gravei as canções no pinto drive. Amanhã dou um jeito de levar pro Simon. Copiei parte do repertório pro cd-r. De todo jeito, alguma coisa eu levo prele. Dia de fúria. Noite de paz com o Bafo. Té!
Escrito por paulaovv às 09h31
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Terça feira – 13 de outubro de 2009 O despertador toca e eu desligo. Dex ta acordada, com dor nas costas, sete e meia da manhã. Pede que eu aperte suas costas e eu faço isso, rapidamente. Tb to com minhas costas fudidas. É uma epidemia! Jornal. Merda. Porcada se fudeu ontem em Recife, tomando de três do Náutico. Taí uma boa notícia. Tem algo me incomodando neste banheiro. Um short azul, da penalty, pendurado, molhado. Desconfio, mas não tenho certeza, que pulei na piscina do condomínio já chapado em algum momento do meu porre. Não lembro. Tava completamente no piloto automático. Ta lá, o short azul, pendurado no box e eu não me atrevo a perguntar a ninguém se pulei ou não na piscina. Deixa este estandarte da minha chapação secar. Aí eu o tiro dali e finjo que não aconteceu. Preu não lembrar se rolou isso ou não, certamente eu já estava pra lá de Bangladesh. Ai, ai, ai! Banho. Barba. Internet. Atualizo tudo com certa rapidez e ainda dá tempo de responder os orkuts. Dex ta la embaixo. Ainda meio de tromba comigo. Beijos e fui pro SBT. Transito legal e vou ouvindo o repertório do Clube dos Cornos. Não falei pra vcs? Falei! Fechei três datas no Aurora, ás quartas de novembro, para mostrar este repertório com clássicos que vão de Chrystian e Ralf até Nelson Gonçalves: só música de corno! Mas não corno ridículo. Corno com sentimento, contando histórias comoventes, intensas como está do Lindomar Castilho, em que ele diz assim: “não fale o nome dela... senão eu vou beber de novo!” É demais ou não é? Aí, vou ouvindo estas coisas e me emocionando. Ok. To aqui no estacionamento do SBT sentado no banco do carro ouvindo o Nelsão dizer: “É destino, meu amigo, ela voltará e trará nos olhos tristes...”! Bão, vamulá! Naná e Ed em ação. Dante só vem amanhã. Jorjão ta chegando. Preciso escrever o roteiro da entrega da casa de Limeira pro WW. Mas antes disso vou abrindo o Dorival Caymi. E quer saber, vamo “armoça”? Vamo. Salada, carne. De volta á minha mesa. Fio dental. Cagadinha esperta. Vou lá no “assist” ver as imagens da “surpresa” desta mesma casa, quando tudo começou semana passada. Ver o passeio do Celso pela casa, as observações que a família fez sobre este ou aquele cômodo, pra fazer ganchos na hora da entrega, sacam? Beleza. Já vi tudo. Vamolá! Bruno, diretor de externa e meio que assistente do WW me apóia nisso. Ele esteve lá durante toda a obra e vai me ensinando a roteirizar o passeio do Celso por um local em que eu nunca estive. Vai a tarde toda. É muito detalhe. Depois tem que transformar o roteiro em fichas. Quando termino o processo todo já passa das sete e meia da noite. Vai tudo via e-mail e fico meio que esperando algum retorno da direção para alterações. Em paralelo eu vinha procurando as letras das canções do Clube dos Cornos na internet pra fazer uma pastinha de repertório. Dá trabalho. São 31 letras. Termino 20h30. Amanhã terei um encontro com o diretor da série do estagiário para passar o texto. Então, me preocupo em dar mais uma lida na bagaça. São cinco ou seis falas, não mais. E deu minha hora de ir encontrar a Aline sobre a idéia de programa preu apresentar. Antes de dar play neste repertório chifrônico que está me seduzindo, repasso mentalmente as letras do cd novo das VV, para ter certeza que decorei mesmo. Ok. Bora pra o centro da cidade! Transito tranqüilo. Como uma feijuca no Estadão, antes ou não? Não, subo! 26º andar. Aline abre a porta. O visual amplo do centro da cidade é lindíssimo. Exceto quando o transito encalacra, eu amo SP. O Adriano, marido e sócio da Aline na Aiá Produtora vem bater papo tb e o assunto é o CQC. Conto alguns detalhes que vcs que lêem esta porra diariamente já sabem. Opa, chega o Igor, diretor que tb ta envolvido no projeto. O papo desce o elevador e se senta num restaurante próximo chamado Marajá onde Igor pede um suco de laranja e uma vodka, lançando o produto alcoólico dentro da fruta liquefeita. Isso chama-se Hi-Fi pra mim, Screwdriver pra ele. Ele diz que Hi-Fi é com refrigerante de laranja. Screwdriver é o nome do drink que John Bonham, batera falecido do Led, bebeu em quarenta doses antes de morrer sufocado no próprio vômito. Bela referencia. Igor é um cara de dois metros de altura, nascido em São Paulo e criado no Rio. Por isso tem o tal sotaque carioca e torce pro Corinthians. Pra mim ele é o elo perdido entre paulistanos e cariocas. Aliás, hoje, 13 de outubro, faz 32 anos que o timão saiu da fila e ganhou da Ponte Preta. Data fundamental pra qualquer corinthiano! Adriano, além de diretor e videomaker, era baixista originalente e faz trilhas prum monte de programas que a gente vê na Tv, inclusive na Globo. Aline é tb diretora e editora. Toma suco de laranja puro. Depois encara um Amarula para, segundo ela, ouvir melhor o papo. Adriano começa na breja. Peço uma Hoegaarden belga, após brigar com o garçom que me garantiu que tinha Leffe. Ok, papo sigiloso em andamento. Quando puder eu conto pra vcs. Idéias interessantes, pessoas interessantes, mas tudo ainda por ser feito. O relógio vai andando, a cerveja vai descendo. Dex me torpedeia querendo saber se vou demorar. Vou! Porção de filé aperitivo. Bar fecha. Mais de meia noite e tamos indo pro Estadão que teria sido nossa primeira opção se não estivesse tão lotado quando descemos. Ok. Agora é balcão e Cerpa. Peço uma porção de pernil com direito a casquinha. E o papo segue animado. Duas e pouco e ta na hora de sartar. Igor fica de mandar um e-mail sintetizando algumas idéias. Todos concordamos que é preciso ser rápido, pois este relativo destaque que ganhei no CQC morre um pouco a cada dia. O defunto ta esfriando e daqui a pouco ninguém mais lembra de mim na TV. Comprei um X qualquer coisa que a Dex pediu. Vou pra casa atravessando SP noturna, calma e bela como uma morena nua na cama da gente. Carros de polícia passam ao meu lado. Não tem essa de bafômetro. To bem, no melhor momento da cerveja. Home. Tento queimar um cd com o repertório dos cornos pro Simon, mas não consigo. Hum! Três e meia e vou deitar. Dex pergunta a hora só pra ver se bebi demais e to gago. Respondo seguro: - Três e meia, mas já toh em casa desde as duas e meia tentando queimar um cd. Boa noite!
Escrito por paulaovv às 11h51
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Segunda feira – 12 de outubro de 2009
Caraio, cadê a Dex? Procuro pela casa e não acho. Será que me abandonou? Porra! Me abandonou, mesmo! Por instantes, movido pela demência da ressaca, penso que isso pode ser real. Mas que diabos eu teria feito de tão radical assim? Ligo pra ela e então tudo fica claro: ela foi pra praia fazer aquele ritual de entrar no mar ao amanhecer, como parte dos preparativos pra virar mãe de santo. Ufa! Que devo ter feito alguma merda é certeza. Mas ela até me mandou um beijo ao telefone. Não pode ter sido tão, tão, tão assim, caraio! Ela tá chegando na casa da Bio e daqui a pouco ta em casa. Volto pra cama. To com muita dor nas costas e com uma (ou doze) ressaca(s) monstro. Viro, reviro e só saio da horizontal pelas duas da tarde. Dex ta dormindo no sofá. Acorda. Desce pra preparar almoço. Ela vai fazer aquele suflê de frango que é especialidade da Paulona: Diplomata! Falta leite. Falta batata palha. Ela pede preu ir comprar. E eu vou. Seja qual for a bosta que pratiquei, ela ta falando comigo, então, não pode ser tão ruim. Volto do mercado. A comida ta pronta e na hora que vou dar a primeira garfada chega a Gabi pra gravar meu depoimento sobre o documentário da 13 de maio, a rua dos bares do Bixiga. Esta turma e este documentário são outros. Este pessoal é da Belas Artes. Mas é TCC tb. Dex almoça só na cozinha enquanto eu relembro shows e passagens da banda e da minha vida na rua lendária. Terminou. Almoço só. Dex dorme no sofá. A gente resolve visitar meu irmão mais velho que operou as hérnias. Dex dirige que to com as costas em pandarecos. Tamaqui na casa do Bi. A cicatriz da cirurgia parece uma cesariana. Meu irmão deu á luz, isso sim. Dex quer ver o corte, mas eu não deixo, pois quando olhei vi o pinto do meu irmão. E não quero que minha mulher veja um pinto que não o meu! Minha cunhada não ta muito legal. Eles estão recebendo a visita da irmã dela, a Patrícia, com o marido Leandro e os gêmeos, Guilherme e Nicolas, de 7 anos. Minha outra cunhada, Rita, esposa do Celso, chega com o meu sobrinho Nick. A molecada toda, incluindo gêmeos e Nick, vai até o quarto do meu sobrinho Emerson. Videogame na área, claro! Emabixo rola a festa de família com direito a café, sucos, bolo de chocolate e pão de queijo. Meu irmão mais velho, Bi, pede que eu autografe os encartes de uns cds de seus amigos. Emenda o pedido pra que eu autografe os cds e dvds dele. Ele tem todos. Eu não! Sexta passada foi aniversário dele e lhe presenteio com mais um, o mais recente, o NBCL ainda no plástico. Volto pra casa com Dex que me deixa e vai até a casa da Bio. Começo minhas atualizações internéticas. Horas depois Dex chega. Eu interrompo o que estou fazendo e janto com ela. Comento que estava assistindo o quadro “Vc não vale nada...” no youtube e que curti o resultado. Ela me diz que eu a xinguei mais de uma vez na frente dos pais dela e que isso não vai mais acontecer. Taí a cagada. Ela pergunta se eu lembro e eu, do fundo da alma, não lembro mesmo. Ela deve ter me mandado parar de beber e o xingamento muitas vezes pode ter sido um “não enche o saco” ou no máximo um “foda-se”, deselegantes, mas não exatamente mortais, suponho. Especialmente prum cara chapado! Peço desculpas. Ela repete a ameaça. E ta falando sério. - Sorry, dear. Eu tava completamente chapado! Volto pra Internet. Ela toma banho e vai pra cama. Diz que ta enjoada. Digo que ela ta grávida. Ela diz que ta mais pra TPM. Pena! Termino as atualizações, assisto Big Bang Theory e vou pra cama. Amanhã tem mais. Semana de lançamento do cd novo. E muita coisa boa pra acontecer, se Deus quiser! Ah, parabéns pra todo mundo que colaborou nestes 23 anos de Velhas Virgens. Amo muito tudo isso.
Escrito por paulaovv às 08h36
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Domingo – 11 de outubro de 2009 Pra mim a volta deveria levar suas sete, oito horas. Qual não é minha surpresa quando abro o olho por volta de uma da tarde e estamos encostando na Gabaju. Caraio. Viemos em 4 horas e meia. Cumé que pode? O motorista voou. Ligo pra Dex vir me buscar e ela fica igualmente estupefata com o fato de já estarmos em sampa. To bebão, ainda. Dou carona pro Tuca. Dex ta preparando um chucas lá em casa. - Posso participar? Ela deixa. Tuca fica na casa dele. Passamos no Pão de Açúcar e compro umas brejas importadas. Home. Rodragg ta tocando o churras. Tuca, que tb ta chapado, chega. To rolando uns cds. Cerveja, carne. To cada vez mais doido e o tempo parece se embebedar comigo. O Brasil ta perdendo da Bolívia. E eu to na piscina tomando umas cachacinhas com os vizinhos. Isso não vai acabar bem. To chapando ainda mais. Perdi a noção de tudo. Apago. Acordo no meio da madrugada dormindo no chão da sala. Casa vazia. Vou pra cama. Dex não está. Onde será que ela foi? Será que falei alguma merda tão grande que ela resolveu me deixar? Não deixe isso acontecer, meu Deus. Apago na cama. Antes lavo os pés, pretos igual carvão. Antes desço até a cozinha e acho uma breja alemã esquecida no congelador transformada em sorvete. Imagem triste. Caraio: que hora foi que eu chapei? Devo ter feito alguma merda. Eu sempre faço. Foram as cachaças na piscina. Dor horrível nas costas. Vou dormir que meu mal é sono. Cadê a Dex, porra?
Escrito por paulaovv às 23h10
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Sábado – 10 de outubro de 2009 5h10 e to em pé. Tuca virá de táxi me pegar pelas 5h30. Cago. Banho. Barba. To aqui, com as malas e tudo de prontidão á espera do Tuca que só chega ás 6h00. A Andreinha e uma outra amiga do Tuca estão no táxi com ele. Ao ver o volume da minha bagagem o taxista diz que não vai caber todo mundo. Aparentemente o plano do Tuca era colocar as duas moças, mais ele, o Banas e eu no mesmo táxi. Não cabe. Elas pegam outro táxi. Nós tamos a caminho do Banas. Gnomão inside. Gabaju. Pronto. As meninas chegam. Elas vão pra Assis tb, pelo que to sacando. Ok. Tem espaço no busão. Cumprimento todo mundo e vou pro ônibus. Abro o jornal e começo a ler. No Caderno 2 tem uma matéria legal sobre o livro que conta os bastidores das canções do Chico Buarque. E uma matéria escrita por um perito em Jazz sobre as músicas dos Beatles. Cool. Calçada da Fama inventada pela Lílian Gonçalves causa transtornos a moradores na região de Santa Cecília. Maradona sob pressão diante do Peru no Monumental de Nunes. Eu quero é ver a Argentina fora da copa. O Peru já entregou um jogo em 78 e a Argentina foi campeã. Vamos ver o que vai rolar hoje! São Paulo vai pra cima do Mengão no Rio, Corinthians sob pressão contra o Gremio no Pacaembu e o Muricy mal humorado. Novidade? Caraio, o Obama ganhou o Nobel da paz. Quero ver com que cara ele vai ordenar qualquer tipo de invasão militar a partir de agora. Lula diz que o que o MST fez naquela fazenda de laranjas no interior dse SP foi vandalismo. Os caras destruíram máquinas, instalações e pés de laranja. Bando de bandidos, isso sim! E a NASA bombaredou a Lua com um foguete para ver se na poeira que levanta sobe água. Tutty Vasques diz que a sorte é que a Lua não revidou o ataque. Trouxe uma Revista chamada “Vice” onde, numa matéria sobre o escritor André Vianco, há uma citação minha, uma vez que sou fanzaço dele. E acho relevante uma dúvida que tenho e coloco á baila na matéria: vampiro tem ereção? Vampiro mete? Diga aí, seu André Vianco! E tem tb a “Pornopopéia” do Reinaldo Moraes. Não vai faltar leitura. O busão está em movimento. Todo mundo dentro. E eu apago. Café da manhã em meio á estrada. Mais sono. Almoço, duas horas depois. Já entreguei o presente do Pedroca pro Cavalo. Tamos em Assis. Quarto do Hotel. Jogo do São Paulo na TV. A bambizada ta ganhando de um a zero. Opa, hora de descer e ensaiar. Dois táxis! O estúdio é na casa de um mano do Tuca. O nome dele eu não sei, mas ele tem uma banda chamada “Benthus 13”. Parece legal. Todo mundo muito gentil. Ensaio em andamento. Primeiro passamos “Ninguém beija como as Lésbicas” que vamos tocar hoje e é a canção, destas quatro novas que estão no set, que eu tenho mais dificuldade. Ok. Juju passa “Só pra te comer”. Vamos pro outro set. Precisamos encaixar “Surfista Calhorda” no fim de “Esta Mulher só quer viver na balada”, depois “Stronger than me”, da Amy, em Cafajeste e por fim, passar o “Amor é outra coisa”. Enquanto a gente trampa aqui dentro do aquário, lá fora vai juntando gente que tira fotos e tal. Nossa presença, aparentemente, é um acontecimento na vizinhança. “Surfista Calhorda” ok, resta encaixar na música. Encaixada. Amy Winehouse vai entrar antes do início de “Cafajeste”. Pronto. Ficou legal. Agora é passar “O amor é outra Coisa”. Uma, duas, três, quatro vezes. Achei que passando a gente encaixaria tudo, mas to vendo que vai ser na hora mesmo. Mas vamos fazer e vai funcionar. E chega. Saímos do estúdio e tem uma galera querendo fotos, autógrafos e etc. Alguns perguntam do CQC. E assim vai. O dono do estúdio resolveu não cobrar nada. Gentileza. Tem umas brejas. A gente bebe. Uma mocinha resolve nos dar carona pro hotel, fazendo duas viagens. Grazie, signorina! Fico no quarto. O Timão ganhou de dois a um do Gremio. O São Paulo tomou uma virada pelo mesmo placar do Mengo. Opa, vai ter uma espécie de coletiva de imprensa lá embaixo. Desço e me encontro com o Cavalo. O papo gira em torno do cd novo, da expectativa do show de hoje á noite e, claro, do CQC. Enquanto falo com a galera a Argentina, que vencia “ a purso” o Peru por um a zero toma o empate. Uhu! Sofre, sofre! Acaba fazendo dois a um no último minuto, num gol impedido. Caraio, o Peru ainda manda uma bola no travessão. Acabou. Se na próxima rodada nuestros hermanos perderem do Uruguai em Montevideo e o Equador ganhar do Chile já classificado em Santiago a Argentina estará fora do mundial da África do Sul. Adoro! Bode no quarto. Nove da noite vamos jantar. Depois é cama mesmo. Só acordo pelas duas. Duas e meia e tamos na van. O recinto onde rola a Interunesp é ao ar livre, com vários palcos, cada qual com um tipo de som. Nesta área á frente dos palcos há cobertura. Ta tudo lotado. Mais de 12 mil pessoas vestidas de pijama. Passamos pelo primeiro palco onde ta rolando sertanejo. Depois tem um outro com axé, parece. Estamos no terceiro palco. No camarim, ao lado do palco, vão chegando cervejas, vodka, energético, quitutes. O show da banda anterior termina e entra um putz-putz. Começo a beber. Vou cagar. Volto. Meia hora pro começo do show. Coloco minha roupa de Elvis. Como eu havia notado, esqueci de colocar cueca samba canção na mala. Improviso com a bermuda que estou usando. Fotos. Drinks. Eu vou, eu vou, lá fora! Bora! Já disse que ta lotado? Já? Digo de novo: tá lotado. A galera responde bem aos sons antigos e novos. Amy Winehouse rola bem. Surfista Calhorda idem. Meu único problema agora é que o som do Babado Novo, que está tocando no outro palco, está entrando nos meus retornos. Então, quando termino uma canção ouço um tal de “põe a mãozinha pro alto”. Vai tomar no cu Babado da minha rola. Porra, tocar rock ouvindo esta merda ta foda. O som dos caras tá, sei lá como, vazando nos nossos retornos. Saio e deixo Juju no palco. Depois que volto de padre, milagrosamente este lixo de axé desaparece dos meus ouvidos. E o show vai muito bem. Os estudantes bebuns vão me arremessando abadás com os nomes das cidades ás quais eles pertencem. Em determinado momento são cinco ou seis diferentes. Guardo tudo. Acertamos no set e o povo ta animado. O dia ta amanhecendo e nos despedimos da galera. Foi du caralho. Dou um rolê no meio do povo e vou bebendo, dando autógrafos, tirando fotos. Tem um mané que me joga cerveja no olho. Depois me vingo e jogo no dele. O sol já raiou e a segurança começa a limpar o local. Eu fico. Sou artista, caraio! Me perco do pessoal da banda. Rodo tudo quanto é canto e não acho nem busão, nem van e nem ninguém. Vou caminhando no meio da estudantada que se manda pra casa. Mais fotos, mais autógrafos e nada de ônibus. Vinte minutos depois Rico e Banas me encontram. Busão. Hotel. Banho. Área. Foi um belo show.
Escrito por paulaovv às 23h03
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Sexta feira – 9 de outubro de 2009 Sete e meia e to saindo da cama. Jornal. A porcada empatou em dois a dois com o Avai em casa depois de estar perdendo de dois a zero. Seguem cinco pontos na frente dos bambis. Atlético e Goiás, perseguidores diretos, perderam. Puta que pariu. Esta porra verde vai ganhar o brasileiro! Merda! E política? E economia? Vai pra puta que pariu. Olho só o Caderno 2 e vou pro chuveiro. Filme novo do Tarantino na área? Depois eu leio! Internetices. Vou deixar a mala de figurino e show pra arrumar hoje á noite. A saída é sábado seis da manhã. Preciso ligar pro meu irmão que operou duas hérnias terça feira. Ele ia sair do hospital hoje de manhã. Se não sair, visito ele á noite no hospital. Se sair, visito á noite na casa dele. Preciso deixar uma papelada da contabilidade na O2. Preciso ver uma coroa e um manto de rei para implementar no personagem do Velho Safado no show. E preciso ir pro SBT, caraio. Simbora! Dex vem comigo, pois deixou o carro no Extra. Papelada deixada na O2. Vamos até a loja de fantasias. Não é aquela onde fiz as roupas de Genelvis e nem aquela da mulher mal educada. Esta é bem na frente do metrô Jd. S. Paulo e trabalha com venda de fantasias prontas. Uma coroa e um manto, é isso que eu preciso. A mocinha me traz uma capa de chapeuzinho vermelho com capuz. Num dá! Esta outra sem capuz dá, apesar de não ser exatamente o manto de um rei. As coroas estão todas muito apertadas exceto esta maior. Mas como diabos eu vou transportar esta porra que parece uma abóbora? Foda-se. Vai ser esta. E tem um cetro real, tb. Uhu! Dex resolve comprar uma roupinha de Homem Aranha pro Bafo. E eu aproveito e compro uma de Speed Racer pro Pedroca, meu afilhado. Segunda feira é dia da criança, ora pois! Bora. Transitinho mais ou menos e tamos no Extra.Aproveito e convido Dex pra almoçar. Pegamos rango no Giraffas. Eu vou de bisteca e ela de filé. Filezinho micho o dela. Eu to com duas bistecas de porco bem legais. Ok. Almoço terminado, Dex vai dar um rolê no supermercado e eu vou pro SBT, já devidamente comido. To aqui. Fichas pra fazer do “Vc não vale nada...”, mais uma outras coisas que vão chegando e o dia vai passando. Dante sai mais cedo porque vai pra João Pessoa encontrar a família que foi ontem. Ele só volta ao trampo na quarta. Deixou tudo engatilhado com o Jorjão. Flavinho quer alterar umas coisas no roteiro da surpresa do Apê que será gravada na terça. Eu altero. Magrão me pede pra escrever uma ficha sobre a transmissão do Círio de Nazaré em Belém. Beleza. Vão pingando mais trampos, além do roteiro do 9º dia de obra do WW. E a tarde passa. Foi todo mundo embora e eu to aqui trabalhando. Tentei ligar várias vezes pro Alan do Pânico, mas ele só me atendeu na primeira vez. Mandei um torpedo que não teve resposta. Então, acho que ele não tem interesse em falar comigo. Ok. Vou parar de pentelha-lo. Odeio, abomino, não suporto ser chato! Por outro lado, a Aline, ex-editora do SBT, me liga e marcamos de conversar sobre um projeto de programa preu apresentar. Ela assistiu minha participação no CQC e ficou indignada com minha desclassificação. Oba. Quero muito ir pra frente das câmeras. Marco de conversar com ela na terça á noite. A produtora dela fica em cima do Estadão. Já to até vendo: saio da reunião e ataco uma feijuca. Uhu! Imprimo sets do show da Interunesp, que é especial, e tb os sets do show de lançamento, pra servir de base pro ensaio que faremos em Assis. E quer saber? Fui. To em casa, não sem enfrentar um transito do caralho. Monto minha mala, agora com muito menos figurino: é batina, camiseta+joelheiras+cotoveleiras, Roupa do Genelvis (vou estrear a azul e dourada) e roupão pra depois do show. Termino tudo e to bem cansado. Coloco o despertador pras 5 da matina e bodeio. Amanhã tem showzaço em Assis.
Escrito por paulaovv às 22h51
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