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Blog de paulaovv
 


Ressaca intensa atrasando planos...aguardem mais...na verdade estou entre ir publicando trechos do meu livro, "Na terra das mulheres sem bunda" (em vias de lançamento até ano que vem) ou adaptando um livro que escrevi em 1990 (e que absolutamente ninguém leu, pois não publiquei) chamado "A Ultima noite da minha juventude". To vendo. Calma!



Escrito por paulaovv às 09h58
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TO DE FÉRIAS MOMENTANEAS DO BLOG

NÃO SEI VOLTO A ESCREVER AOS POUCOS, QUANDO DER NA TELHA OU DESTE JEITO

MALUCO QUE VINHA FAZENDO, DIARIAMENTE, O QUE TAVA ME ESTRESSANDO UM POUCO,

CONFESSO.

DE QUALQUER MODO, QUEM QUISER FALAR COMIGO É SÓ

ACESSAR O TWITTER (PAULAOVV) OU MEU E-MAIL (PAULAOVV@YAHOO.COM)

OU AINDA PELOS SEIS PERFÍS DE ORKUT (PAULÃO DAS VELHAS VIRGENS 6)

TO SEMPRE AQUI. MAS QUERO COÇAR MEU SACO UM POUCO.



Escrito por paulaovv às 15h22
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Sexta feira – 16 de outubro de 2009

 

É hoje que termino meu blog.

Prometi que ia fazer um diário do lançamento do Cd. O lançamento é hoje. Quando chegar em casa depois do show e for dormir termina o relato. É assim, como jogo do bicho, vale o escrito. To pensando nisso ainda deitado no sofá pelas 6h30 da manhã. Porra, se vamos ter que estar no Inferno ás 19h pra gravar o Metrópolis, podemos passar o som e ensaiar por lá mesmo e cancelar este estapafúrdio ensaio desta manhã de sexta, ás 10h, no Roy. Claro.

Pego o jornal, cago. Assepssio-me.

Agora já são sete. Já dá pra ligar pro povo. Aviso todos e todos parecem aliviados. Encarar o transito da sexta feira até a Vila Mariana a esta hora ia ser foda. Só não falo mesmo com Roy, mas como o ensaio seria lá, um recado no celular deve resolver. Volto pro sofá e durmo gostoso mais umas duas horas. 10 e tanta e vou pro chuveiro. Mais uma cagadinha, antes. Internets. Dex levanta. Bom dia. Ela pergunta que horas eu vou pro Inferno e começo a rir.

- Tem hora pra ir pro inferno? É só mandar que a gente vai. Ah,ah,ah !!

Quer saber, vou comer algo aqui em casa antes de ir pra terras abravanélicas. Assim, chego já metendo a cara no trampo. Dex foi rodar pela 25 de março. Que porra ela foi comprar?

Pego um daqueles bifes da geladeira e mando pra frigideira. Tem um pouco de farofa e batata palha. Vai funcionar. Hum. Pra dentro. Pra rua.

Opa, simbora pro SBT.

Pouco terror no trajeto. Será que hoje é sexta feira? Terei sido abduzido? Isso não é sampa numa sexta. Tenho a porra do compromisso de estar na entrevista ás 19 em plena Rua Augusta. Antes preciso finalizar o caralho do roteiro do “Vc não vale nada...”. Chego e vou direto ver as imagens. Termino de vê-las pelas 15h30. Começo a me organizar. Tem citações pra caralho de todo o trajeto percorrido pelo marido a ser reformado: Spa, psicologa, jantar, etc.

To quase terminando e passa pouca coisa das 17h. Magrão me chama pra falar da Piscina. Porra, isso é com o Jorjão. Mas ele quer falar comigo. Conheço o Magrão o suficiente pra saber que quando ele quer falar de algo, é melhor ouvir!

Repasso as instruções pro Jorjão. Termino meu roteiro. Mando offs pra locutora. Imprimo e passo pro diretor ver se é isso. Começo a escrever as fichas. 5 para as seis e parece que ta tudo certo. Deixo a galera fechando o programa e corro pra entrevista. Segundo Dante checou na Internet, tudo livre até o centro. Seis da tarde? Será possível? Duvideodó!

Me mando por uma Anhanguera evacuada. Cruzo a ponte ás moscas, sigo pela Lapa, Rua Clélia, com transito de feriado. Só falta o Minhocão estar sem movimento.

Não! Ta paradão. Percebo a tempo e saio por baixo do elevado, pela São João. Ta indo tudo bem e eu me sentindo malandrão, pois dei um gato no engarrafamento do Minhocão. Eis que quando viro á esquerda na frente da Igreja de Sta. Cecília a coisa para. Levei 18 minutos do SBT até aquele ponto. E agora passo um, dois, cinco, dez, vinte e cinco minutos praticamente sem sair do lugar, neste acesso á Amaral Gurgel, ainda sob o Minhocão. E o terror é tanto que tenho que fugir. Quebro á esquerda e me meto pela São Luis. Olha só! Em dez minutos to subindo a Augusta. 19h05. Cadê o Inferno?

Passo batido e tenho que retornar mais pra cima. Não consigo. Finjo que vou entrar num estacionamento do outro lado, dou ré e to do lado certo. Olha a porra do Inferno aí. Passo e tento parar num estacionamento do lado já que as guias estão vazias, em sinal do risco de multa neste horário. O cara quer 15 reais até o amanhecer pra parar meu carro. Não vou ficar mais que duas horas. Não pago.

Saio e acho um outro estacionamento que cobra por hora. Ora, bolas!

Subo a Augusta arrastando a mala de figurino Inferno adentro, sem nenhum capetinha na porta.

A técnica está finalizando seu trampo, roadies no palco, Caran na mesa de som, Rico acertando luzes. Tati, nossa nova assessora de imprensa, correndo. Tuca, Cavalo, Simon, Roy, todo mundo aqui, menos Juju que vem mais tarde. Disponho minhas roupas no camarim. A equipe do Metrópolis ainda não chegou. Transito maldito. A gente começa a colocar o figurino. Tamos prontos. Chega Marcelo, cinegrafista/entrevistador, que colhe imagens e bate papo com a gente. Passamos três canções pra tv, neste programa que deve ir ao ar na segunda feira, pelas 21h30.

Rolam “Esta mulher só quer viver na balada”, “Ninguém beija como as Lésbicas” e “O Gênio da garrafa”, com cujo figurino executo todas as músicas.

Depois é papinho comigo e com Cavalo, em separado, eu falando mais do disco e ele mais do HQ que está sendo lançada.

Ok. A reportagem se foi e promete voltar mais tarde pra gravar o show. Nós damos uma passada nas músicas que tenho mais dificuldade com a letra.

Passa de nove e meia da noite e tamos indo embora. Ainda há tempo de roubar um pedaço de pizza do jantar dos roadies antes de me dirigir á minha goma no pé da serra. Será a única coisa que vou comer antes do show. Dex foi beber umas e outras com Carlota e Álvares no Terra Nova, mas promete estar de volta a tempo de pegar a Van da meia noite.

Fico batendo papo no twiter, vendo tv, enrolando pra tomar banho.

Banho. Coloco minha camiseta do CQC e escrevo no twiter que é só pra provar que não há ressentimentos. Sei que usar esta camisa na chegada do Inferno vai causar comentários. E eu gosto de “causar”, you know?

To pronto e Dex liga que seu carro ta preso e que já ta vindo e aquelas enrolações de quem e atrasa do bar. Ainda bem que a Van tb ta atrasada.

Dex chega. Viro meu último gole de Eisenbahn e vamos pra Van. Tuca inside! Jorjão no comando. Bora! Na Gabaju pegamos Juju Comadre e Cavalo. Roy, Lu e Simon a gente pega mais adiante. Na Tietê a gente cata Juliana Kosso, diretamente de Jundiaí, pra onde ela voltou para assistir a um casório. Teve que perder a festa. Show business, bro!

City tour noturno interessante com as VV dentro da Van do Jorjão rodamdo por Sampa, a caminho do lançamento oficial do novo cd. Funny!

Jorjão faz uma manobra radical em frente á casa noturna e tamos descendo. Pulseirinhas, abraços na Tati, no Banas e no Fred, acenos pra fila e bora! Vou andando em meio ao Inferno que não ta lotado. Mais de meia noite e meia e lembro que Fred me disse que estavam cerca de 350 pessoas lá dentro. Cabem pelo menos 800. Cadê o povo? Hum? Ta cedo! Tá!

Cumprimento uns e outros, Edu a toda na barraca e inside the camarim. E simbora beber e papear. Ta cheio o local aqui atrás do palco. Natural, né. Além dos seis do palco e do staff, estão parentes, esposas e amigos. Paulo Anhaia chega com o Ukelelê que promete usar em “Bortolotto Blues”. Bebe, bebe. Acabou a vodka. Marcinho pega outra garrafa. Me visto de Gênio. Todo mundo colocando figurino. Breja pra dentro. To nervoso. Lançamento é sempre asssim. Muita letra pra lembrar e muita cana na cabeça. Bora? Bora!

Como aconteceu ontem na Livraria Cultura, as pessoas já sabem cantar várias canções, notadamente a do Gênio. Como a seqüência de músicas ainda não está na cabeça, meus comentários são mais esparsos. Mas tento seguir o que foi combinado. A passagem de “Essa mulher..” para “Surfista Calhorda” rola. Juju e entra cantando Amy e parece que rola tb. Volto de Velho Safado, com coroa, cetro, capa e o impacto é bom. Dou umas enroladas na letra. Sorry!

O show ta indo. Sigo trocando umas letras e alguns fãs sacam isso na frente do palco. Mas lançamento é assim mesmo. Vai tudo correndo como deve. Interrompo Juju em Buceta, já vestido de padre e a coisa segue. “A Ultima Partida de Bilhar” foi sensacional! Faço a brincadeira do reggae, mudando o andamento da canção e Cavalo reage com uma negativa agressiva de sempre.

- Reggae é o caralho - vocifera previsivelmente meu parceiro de 23 anos de banda, descendo a mão na guitarra!

E vai. E vai. E bis. “O amor é outra coisa” tem alguns tropeços mas vai tb. Juju cantando “Só pra te comer”, ok. “Uns Drinks”. Em “Bortolotto Blues” convoco Paulo Anhaia e, sem estar certo de sua presença, chamo o homem que dá nome á letra. E não é que Marião ta na área? Ele sobe e com o auxilio da cola que ta na nossa frente, canta a canção comigo. Cool. Deixamos a galera com o refrão de “Então vê se goza logo, pra gente voltar pro bar”. Acabou!

Camarim a mil. Vodka acabou. Breja termina assim que chega. Abraços. Acho que foi. Não 100%, mas uns 85%. Mas foi.

Roupas recolhidas, vou lá fora falar com o pessoal. Dex quer ir tb e peço que ela me deixe fazer isso sozinho, pois deve estar todo mundo louco e não poderei cuidar dela. Ok.

Abrax, autógrafos, fotos. To chapado. Camarim. Galera. Heim? To na Van. Um mudinho pede cigarro pra Dex na calçada da Augusta e usando sinais, canta minha moça. Saio da Van bem alterado e digo pra ele tomar no cu. Ele faz sinal que não entende. Aponto meus lábios e mando ele lê-los.

- Vai tomar no cu, mudinho do meu pau!

Caran afasta o cara da Van, Dex sai dali e pronto. Tamos todos a caminho de casa, quase que todo mundo bem chapado mesmo!

Cozinha de casa. No forno os três últimos daqueles bifes, com cebola e sal grosso criptando. Dex fumando ao meu lado.

- Eu vou deitar. Não vai esquecer este forno ligado que vc põe fogo na casa.

Claro que não vou, mulher. Sou algum maluco? To aqui ao lado do fogão e...

Help!

Acordo com cozinha cheia de fumaça. Caraio. Apaguei e meu cozido virou carvão. Ainda atordoado, retiro a bandeja do forno e coloco lá fora. Só então desligo o forno. Abro todas as portas, em cima e embaixo. Pro ar circular. Puta cheiro de fumaça e gordura por toda parte. Que cagada. Quase ponho fogo na casa.

Dex vai me matar. O lançamento do cd foi no Inferno, mas o fogo quase assa o diabo em sua própria casa. Snif.

Bye, bye blog!     

Fui!

Mas algo me diz que eu volto!

 

 

 

 

 

 



Escrito por paulaovv às 15h17
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Quinta feira – 15 de outubro de 2009

 

Dex levanta da cama antes do despertador tocar. Perdeu o sono. Levanto pouco depois e desço pra pegar o jornal. Nada de jornal. Ligo na portaria e nada de jornal. Ligo no Estadão e reclamo da falta do jornal. Nada de jornal! Pronto, meu dia começou torto sem leitura fresca para a cagada podre. Banho.

Dex entra no banheiro e dá um barro fedorento ao lado do box enquanto conversamos. Isso se chama intimidade! Tava passando as letras das novas músicas mentalmente sob a água. A faxineira deve estar chegando. Dex ta menstruada e, naturalmente, mais sensível. Seguimos conversando sobre estes projetos que estão chegando até mim. Espero que algum deles vingue. Quero ir pra frente das câmeras, porra, caralho, buceta!

Ainda meio faltando um pedaço por causa da não entrega do jornal, vou pra Internet. Dex vai deitar, pois ta com cólica. Lá embaixo ouço os ruídos de dona Rosa. Terminando minhas internetualizações passo no Simon e tento resolver a porra do lance do repertório. Depois vou pro SBT, resolver roteiros. Lá pelas 18h saio pro pocket show. E seja o que Deus quiser. To com minha camiseta vermelha da FDP.

Tento ligar pro Simon pra avisar que to indo, mas meu celular inexplicavelmente está sem sinal. Não exatamente sem sinal, exibe uma mensagem que me informa que o serviço está limitado e só posso fazer chamadas de emergência. O que é uma chamada de emergência? Como informo ao celular que determinada chamada é de emergência? Hum!

Simon’s. Ele ta em casa. Subo. Passo as músicas pro Lap Top dele via penis drive. E tb entrego o cd que queimei com umas doze canções, já que as outras se recusaram a ser inseridas na mídia denominada CD-R. Viadinhas! Fefê quer que eu jogue um baralho esquisito com ela. E eu jogo. Mas tenho que ir. Aproveito e deixo o baixolão do Tuca com Simon prele levar na passagem de som. Pronto. SBT.

Transito desgraçado. Anhanguera lenta. Trevo do 18 fechado. Alça do 19 fechada. Retorno no 24. Tudo muito moroso. Gato na frente do SBT. Puta que pariu, tem um busão amarelo gigantesco manobrando na entrada da cancela. E dá-lhe esperar. Minha chegada ao SBT tem se parecido com um campo minado, cheio de armadilhas. Ok. Subo.

Redação. Pelo visto não chegou ninguém. Todo mundo preso no tráfego pesado desta área. Opa, a blusa do Ed está ali. Então ele está. Mas tá tudo certo. A galera vai chegando e se ocupando. Inicializo Dorival. Acertos aqui, checagem ali, almoço. Mocozo, claro, um belo naco de contra-filé sob a salada. Rango em andamento. De volta pra produção. Epa esqueci meu crachá no carro. Não consigo passar pela catraca da praça de alimentação. Peço ao segurança que me libere a entrada, mas ele diz que não pode e me manda pruma outra catraca. Eu vou? Ô caraio! Dou a volta pelo heliponto e entro por trás. Passo bem pertinho do meu carro e vcs podem pensar:

- Por que este velho safado não pega o crachá no carro?

Porque a chave está no bolso da minha jaqueta, na produção. Ok. To de volta agora. Tomo o crachá do Dante emprestado e vou até o Assist ver o que foi gravado daquele marido relapso no SPA. Vida boa da porra, cheia de massagens, banheiras, relaxamento. Vagabundo!

Volto e começo a adiantar esta porra de roteiro de edição. Jorjão ta fazendo o mesmo com a reforma do carro. Dan ta se embrenhando no apê do Tito, Naná resolvendo offs da surpresa do WW que vai ao ar domingo e Ed, que ontem á noite foi assaltado e tomou um soco no nariz, ta com seus tops e um vt de artista. É isso. Tarde em andamento.

Ops. 5 pra seis e tenho que ir pro Pocket show. Já de bolsa a tiracolo e jaqueta no corpo resolvo atender a um último telefonema. Carlinhos, chefe da edição, pede que Nádya escreva o texto para o vt do WW agora. Mas Nádya ta de saída, pois deu sua hora. A verdade é que alugaram ela a tarde toda com detalhes de edição que não são da nossa conta. E quando surgiu a necessidade real de texto já tava na hora de ir. Estabelece-se uma certa tensão, pois Carlinhos quer o off o quanto antes e Nádya tem um compromisso ás sete. Ok, Naná se dispõe a escrever o off de casa e mandar mais tarde. Carlinhos parece não gostar muito, mas é assim que vai ser.  E vamosimbora!

Dante pede carona. Eu o deixo lá embaixo e, pasmem, chego ao Shopping Villa Lobos na Marginal Pinheiros em 20 minutos, com todos os caminhos livres como num feriado. Vai entender esta cidade. Carro encostado. Subo até a Livraria Cultura. Já tem uma filinha de gente esperando pra nos ver. Cumprimento-os e vou pra dentro do auditório que, fui informado, tem capacidade pra 120 pessoas.

A banda ta passando o som e me junto a eles. Depois fazemos uma entrevista em vídeo. E na seqüência, batendo sete da noite, saio só, como o Lenine, para tomar uma. Encontro um bar típico americano chamado Joe’s and outro nome que não lembro. Pelas paredes decoração de baseball, cricket, futebol americano e esportes universitários. Joe? Bar? Baseball? Enquanto saboreio um chopp pilsem Eisenbahn e vejo garrafas de Baden baden e Devassa na prateleira, lembro da canção do Simon & Garfunkel, Mrs. Robinson: “where have you gone, Joe DiMaggio, a nation turn his lonely eyes to you, uh, uh, uh!”. Bingo. Este é um bar temático do Joe DiMaggio, lenda do baseball americano, praticamente desconhecido entre nós e que, entre outras coisas, foi namorado da Marilyn Monroe. Morreu em 99, depois a wikipédia vai me informar. É como se eu entrasse num bar temático do Rivelino em Nova York. Mais uma caneca de chopp catarinenese desce. Sigo assuntando o pessoal sobre a decoração. Descubro que há cinco bares como este no Rio e aqui no Villa Lobos foi instalada a primeira versão paulistana. Cool.

Bem, como vcs já devem ter sacado, o bar serve produtos Schin. Tem tb chopp Primus e Schin. Pego duas garrafas de Baden pra viagem, uma Stout e outra Cristal. E volto pra fazer o show acústico.

Ofereço tragos das brejas pra galera. Roy sumiu. Roy voltou. Simbora tocar o novo cd inteiro.

E vai bem. As pessoas até cantam várias das novas canções. Uhu! Que bela surpresa. Abrir as canções na Internet antes do lançamento fez efeito. Tocamos por pouco mais de uma hora, com um ou outro comentário no meio. Inclusive citações como a dos Replicantes e da Amy “adega” saem tb. Não podemos esticar bis ou bater papo, pois tem um espaço pra fotos e autógrafos na parte de baixo da loja. É pra lá que vamos, regados a vinho branco. Muita gente, gente! Uau! Amigos, fãs, gente que não via faz tempo. Cool. Até Rodrigo Arijon, que esteve entre os finalistas pro CQC dá as caras. Legal! E desce vinho branco. Terminou. Loja fechando. Banas me informa que amanhã ás sete da noite o Metrópolis vai gravar com a gente no Inferno. E dá-lhe dar gato no SBT.

Volto pro bar do Joe DiMaggio. Dex me liga e pergunto se ela quer ir até o Terra Nova depois, mas ela já jantou e ta com preguiça. Como um hambúrguer aqui mesmo. Delícia. Isso é que é hambúrguer, porra! Mais chopp. Hora de ir. Levo uma Devassa long neck pra não morrer de sede no caminho.

O caixa do estacioamento não aceita Visa e to sem grana. Shopping em vias de fechar e tenho que atravessa-lo vigiado por seguranças pra ir ao um caixa 24 do lado de fora, sacar grana, voltar, pagar o estaciomanento e sair. Vc acredita que durante este trajeto interno um segurança disse que eu não podia portar minha Devassa? Mas, por que não explodem todos os seguranças do mundo? Quem este cretino pensa que é? E mais: o que ele pensa que uma cerveja é? Droga pesada! Vão dar o cu pra uma matilha de jegues, seguranças de merda.

A luz que indica combustível no osso tá acesa. Encosto num posto na Marginal e enquanto cara introduz álcool no tanque, eu desintroduzo cerveja no banheiro.

Indo pra casa. Tô aqui. Dex ta de tromba e nem sei por que. Terei feito mais alguma cagada? Ou será algo retroativo? Ou ainda, apenas a porra da mestruação? Vai saber! Resolvo comer um bife com pão e abro uma Eisenbahn daquelas que ganhei em Ponta Grossa, aquela comemorativa da Oktoberfest. Frito o bife com sal grosso e azeite. Corto as fatias endurecidas de pão e jogo em cima. Uma massaroca deliciosa que desce muito bem, lubrificada com breja. Dex ta de tromba. Já disse isso, né! Pergunto a razão e nada. Me troco, escovo dentes e vou dormir. Começo a roncar feito louco e ela me cutuca a cada cinco segundos.

- Ok, seus problemas acabaram: vou dormir no sofá.



Escrito por paulaovv às 11h54
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Quarta feira – 14 de outubro de 2009   

 

Telefone toca sete e meia da matina. Na primeira corrida ao aparelho não dá tempo de atender. Na segunda ouço a voz da Carol do SBT me pedindo a senha da minha máquina. Os e-mails com roteiro e fichas não chegaram ao seu destino e ela vai imprimir outros (?). Informo que a senha está num postit na parte superior da tela. Ela se desculpa por não ter visto e me acordado. Ok. Boa gravação!

Pego o jornal e cago. Hoje ás 19h tem Brasil e Venezuela sem nenhum tipo de importância e a Argentina precisando vencer o Uruguai em Montevidéo pra ir pra copa. A rivalidade entre eles é mais antiga e deveras maior que com o Brasil. Uruguai e Argentina foram os primeiros fodões do futebol sul-americano. Porém, não ir á copa não é novidade pros nuestros hermanos porteños. Não foram 4 vezes. Os uruguaios não foram dez vezes. Nós fomos em todas. A última vez que a Argentina não foi, quem envergava a camisa amarela era gente como Pelé, Rivelino, Gérson, Jairzinho, Tostão, 1970. Perderam a vaga pro Peru e o nosso show.

Olha o Rubinho dando entrevista todo pimpão usando a camisa do Timão. Piloto não sei, mas parece ser um cara boa praça. Por falar em Corinthians, foi num dia como ontem, 13 de outubro de 77, que ganhamos nosso título mais significativo. Não o mais importante, mas o mais significativo: o paulistão sobre a Ponte, após 23 anos de seca. E a diretoria vai homenagear os quatro jogadores envolvidos na jogada daquele gol do Basílio. Quem, além do Basílio? Vcs sabem. Zé Maria, Vaguinho e Vladmir!

Seleção sub-20 na final da Copa do Egito na sexta contra Gana. Daniele, digo, Diego Hypólito fora do mundial sei lá aonde. Quem é mais macho: ele ou ela? Quem é mais venenoso: eu ou uma Coral? E chega de esporte.

Duas do Tutty Vasques: excesso de peso de Ronaldo pode ser retenção de líquido. Vai mijar, Fenômeno! Amy Winehouse baixou no hospital só que para revisão do implante nos seios. Houve quem apostasse em overdose de silicone! Eh,eh,eh!

Livro digital deve substituir livro de papel até 2018. Será que um dia o papel higiênico de limpar cu tb será digital? Será que nossa merda ficará virtual? Por que vc não pega no meu pau? E chega. Volto a dormir.

Fico nesta até às 10h. Dou uma esfregada na Dex. Ta com cólica. Ainda assim, a abraço e digo uma frase que me soa mais que sincera:

- A vida não tem dado muito tempo pra gente, né?

Hum! Banho e bronha! E Internet, completamente atrasado.

Preciso atualizar as coisas e ainda ir no Simon e passar as músicas dos cornos pro computer dele, já que não consegui queimar um cd. Fui!

To aqui na casa do Simon. Fefê me dá um pirulito. Lu ta almoçando na correria pra deixar Fefê na escola e ir trampar. E eu e Simon tamo na luta pra transferir as músicas do meu I-pod pro Lap top dele. Precisa baixar o I-tunes. Demoooora! Simon me mostra sua batera silenciosa. Dá pra estudar sem o terror dos vizinhos reclamarem. O I-tunes, como uma menstruação, desceu e nada. Perco mais de meia hora e não conseguimos baixar porra nenhuma de mpusica. Desisto. Tento queimar um cd lá em casa, á noite.

Transitaço pro SBT. Já na Anhanguera o trevo do Km 18 tá fechado. Os gênios fecham tb a alça de acesso do 19 e me mandam retornar na km 24. Sei que não vai adiantar nada, mas quando passo na frente da entrada desta alça do 19 que foi criada para desafogar o trevo do 18 e mostro meu crachá do SBT pro guarda, indicando que bastaria me liberar e em coisa de dez segundos eu seria um carro a menos a congestionar a via. Ele faz sinal preu ir pro km 24. Digo que é um absurdo. Ele diz que abssurdo é eu dirigir com fone de ouvido. Sigo dizendo que aquela interdição é absssurda e ele diz que estou congestionando o transito. Sigo contrariadaço e ele começa a mexer nos bolso, acho que vai me multar. Abssssurdo!Vou até o km 24, mas antes disso ligo pra Autoban e solto os cachorros absssssurdos:

- Vcs são portugueses? É um abssssssurdo! Vai ser burro assim na casa do caralho! Fazem um retorno pra desafogar quando o trevo trava e, quando isso acontece, travam o retorno tal e qual o trevo. Burros.

Ela diz que a ligação está sendo gravada. Enfia a gravação no cu. Filhos da puta! Vc e aquele policial de merda que deve estar me canetando agora! Corno.

Nesta onda de revolta passo a entrada do retorno e o próximo é depois do pedágio. 6 reais e dez centavos pro lixo. Retorno no km 29 e mais 6 reais e dez centavos pro lixo. Se eu fosse uma chaleira estaria explodindo agora.

O transito no sentido capital está lento pra caralho. Anda, pára, anda, pára. Faço um gato e entro no acesso ao SBT. Carro parado no estacionamento traseiro da emissora e eu respirando fundo.

Três da tarde e consigo sentar á minha mesa, sem ter tido chance de comer minha feijoada sagrada de quartas feiras. Sacrilégio que se repete por duas semanas seguidas. Isos é que me dói mais! Foda!

To cuspindo marimbondo. Dorival Caymi leva quase 15 minutos pra inicializar. Ta foda. Vou pegar água no bebedouro. Volto. Inicializo o computer de novo. Agora foi. Tenho que ver as imagens do marido que está sendo reformado no “Vc não vale nada...”. Já vi. E ai? Mara me chama pra falar do esquema de férias no fim do ano. Jotaerre quer adiantar as duas resoluções do “Vc não vale nada...”. Ta bom, vou escrever antes de ver todas as imagens. O dia passa comigo pedindo a Deus pra calma me abraçar. Fim de tarde. Dante é o último a deixar a sala. Ele me trouxe uma garrafinha de pinga de João Pessoa. Poderíamos tomar uma breja, mas tenho que ir á Massa Real meio que passar o texto da minha participação em “O Estagiário”.

Transito tranqüilo. Na tv o Brasil empatava com a Venezuela e a Argentina com o Uruguai quando sai. Vamô Uruguai, fora Argentina.

Tô aqui numa travessa da Av. Pompéia. Arthur ta sozinho na produtora e não sabe do encontro. Mas vai rolar. Ângelo chega com o diretor da bagaça e passo o texto com ele. Ao contrário do que eu pensava, ele me manda improvisar sobre o que está escrito no roteiro. Diz que o sentido de me colocar nesta ponta é achar humor, preu colocar cacos e tal. Ok. Eu tava tentando ser leal ao roteiro. Não é nada disso!

Passado o texto, simbora.

Mais transito tranqüilo até em casa. Entro e Dex pede silencio. Bafo ta dormindo no sofá. Rodragg foi ver o jogo por aí e Bio ainda não voltou do trampo. Dex pede que eu olhe o garoto enquanto ela desce pra jantar. Um anjinho dormindo, véio! Que visão apaziguadora a de uma criança cochilando. Deus abençoe a Autoban e aquele guarda de merda. Isso é que é vida! Chegar em casa e dar de cara com um serzinho destes.

Na tv, sem som, vejo a festa dos Argentinos que venceram o Uruguai na casa da celeste olímpica. Portanto, nada a reclamar amigos uruguaios. Perderam na bola e vão pra repescagem. Argentina em 4º, mas dentro da copa. E o Equador perdeu do Chile e nem deu pro cheiro.

Bafo se mexe. Começa a se coçar sem abrir os olhos. Tira a chupeta. Dex volta e vou eu jantar. Ok. Subo. Ela ta de olho nele e eu me preparo pra fazer uma pasta com as letras do cd novo pro Pocket show de amanhã na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, 19h30. Rodragg chega pra pegar o Bafo com Bio. Um segundo antes ele acorda, mas fica ali, meio zumbizado, deitado, inerte. Os olhos estão abertos, mas ele ainda não inicializado. Rodragg sobe, pega a criança e leva pro carro. Encontro Bio na sala. Bjos. Lá se foram.

Termino de montar minha pasta e vou pro computador tentar queimar o cd do Simon. Não rola. As canções parecem estar em formatos diferentes e não gravam. Copio tudo num pênis drive. Tento ir enviando duas a duas pro Simon por e-mail. Muito tempo para anexar. Passa de meia noite. Passa de uma hora. Uma e meia. Vai tomar no cu. O Emerson, que ta me lendo agora, diz que tem todas as canções de corno do mundo e que vai linkar isso pra mim. De todo modo, gravei as canções no pinto drive. Amanhã dou um jeito de levar pro Simon. Copiei parte do repertório pro cd-r. De todo jeito, alguma coisa eu levo prele. Dia de fúria. Noite de paz com o Bafo. Té!

 



Escrito por paulaovv às 09h31
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Terça feira – 13 de outubro de 2009

 

O despertador toca e eu desligo. Dex ta acordada, com dor nas costas, sete e meia da manhã. Pede que eu aperte suas costas e eu faço isso, rapidamente. Tb to com minhas costas fudidas. É uma epidemia!

Jornal. Merda. Porcada se fudeu ontem em Recife, tomando de três do Náutico. Taí uma boa notícia. Tem algo me incomodando neste banheiro. Um short azul, da penalty, pendurado, molhado. Desconfio, mas não tenho certeza, que pulei na piscina do condomínio já chapado em algum momento do meu porre. Não lembro. Tava completamente no piloto automático. Ta lá, o short azul, pendurado no box e eu não me atrevo a perguntar a ninguém se pulei ou não na piscina. Deixa este estandarte da minha chapação secar. Aí eu o tiro dali e finjo que não aconteceu. Preu não lembrar se rolou isso ou não, certamente eu já estava pra lá de Bangladesh. Ai, ai, ai! Banho. Barba. Internet.

Atualizo tudo com certa rapidez e ainda dá tempo de responder os orkuts. Dex ta la embaixo. Ainda meio de tromba comigo. Beijos e fui pro SBT.

Transito legal e vou ouvindo o repertório do Clube dos Cornos. Não falei pra vcs? Falei! Fechei três datas no Aurora, ás quartas de novembro, para mostrar este repertório com clássicos que vão de Chrystian e Ralf até Nelson Gonçalves: só música de corno! Mas não corno ridículo. Corno com sentimento, contando histórias comoventes, intensas como está do Lindomar Castilho, em que ele diz assim: “não fale o nome dela... senão eu vou beber de novo!” É demais ou não é? Aí, vou ouvindo estas coisas e me emocionando. Ok.

To aqui no estacionamento do SBT sentado no banco do carro ouvindo o Nelsão dizer: “É destino, meu amigo, ela voltará e trará nos olhos tristes...”!

Bão, vamulá!

Naná e Ed em ação. Dante só vem amanhã. Jorjão ta chegando. Preciso escrever o roteiro da entrega da casa de Limeira pro WW. Mas antes disso vou abrindo o Dorival Caymi. E quer saber, vamo “armoça”? Vamo. Salada, carne.

De volta á minha mesa. Fio dental. Cagadinha esperta. Vou lá no “assist” ver as imagens da “surpresa” desta mesma casa, quando tudo começou semana passada. Ver o passeio do Celso pela casa, as observações que a família fez sobre este ou aquele cômodo, pra fazer ganchos na hora da entrega, sacam?

Beleza. Já vi tudo. Vamolá!

Bruno, diretor de externa e meio que assistente do WW me apóia nisso. Ele esteve lá durante toda a obra e vai me ensinando a roteirizar o passeio do Celso por um local em que eu nunca estive. Vai a tarde toda. É muito detalhe. Depois tem que transformar o roteiro em fichas. Quando termino o processo todo já passa das sete e meia da noite. Vai tudo via e-mail e fico meio que esperando algum retorno da direção para alterações.

Em paralelo eu vinha procurando as letras das canções do Clube dos Cornos na internet pra fazer uma pastinha de repertório. Dá trabalho. São 31 letras. Termino 20h30. Amanhã terei um encontro com o diretor da série do estagiário para passar o texto. Então, me preocupo em dar mais uma lida na bagaça. São cinco ou seis falas, não mais. E deu minha hora de ir encontrar a Aline sobre a idéia de programa preu apresentar. Antes de dar play neste repertório chifrônico que está me seduzindo, repasso mentalmente as letras do cd novo das VV, para ter certeza que decorei mesmo. Ok. Bora pra o centro da cidade!

Transito tranqüilo.

Como uma feijuca no Estadão, antes ou não? Não, subo! 26º andar. Aline abre a porta. O visual amplo do centro da cidade é lindíssimo. Exceto quando o transito encalacra, eu amo SP. O Adriano, marido e sócio da Aline na Aiá Produtora vem bater papo tb e o assunto é o CQC. Conto alguns detalhes que vcs que lêem esta porra diariamente já sabem. Opa, chega o Igor, diretor que tb ta envolvido no projeto. O papo desce o elevador e se senta num restaurante próximo chamado Marajá onde Igor pede um suco de laranja e uma vodka, lançando o produto alcoólico dentro da fruta liquefeita. Isso chama-se Hi-Fi pra mim, Screwdriver pra ele. Ele diz que Hi-Fi é com refrigerante de laranja. Screwdriver é o nome do drink que John Bonham, batera falecido do Led, bebeu em quarenta doses antes de morrer sufocado no próprio vômito. Bela referencia.

Igor é um cara de dois metros de altura, nascido em São Paulo e criado no Rio. Por isso tem o tal sotaque carioca e torce pro Corinthians. Pra mim ele é o elo perdido entre paulistanos e cariocas. Aliás, hoje, 13 de outubro, faz 32 anos que o timão saiu da fila e ganhou da Ponte Preta. Data fundamental pra qualquer corinthiano! Adriano, além de diretor e videomaker, era baixista originalente e faz trilhas prum monte de programas que a gente vê na Tv, inclusive na Globo. Aline é tb diretora e editora. Toma suco de laranja puro. Depois encara um Amarula para, segundo ela, ouvir melhor o papo. Adriano começa na breja. Peço uma Hoegaarden belga, após brigar com o garçom que me garantiu que tinha Leffe. Ok, papo sigiloso em andamento. Quando puder eu conto pra vcs. Idéias interessantes, pessoas interessantes, mas tudo ainda por ser feito.

O relógio vai andando, a cerveja vai descendo. Dex me torpedeia querendo saber se vou demorar. Vou!

Porção de filé aperitivo. Bar fecha. Mais de meia noite e tamos indo pro Estadão que teria sido nossa primeira opção se não estivesse tão lotado quando descemos. Ok. Agora é balcão e Cerpa. Peço uma porção de pernil com direito a casquinha. E o papo segue animado.

Duas e pouco e ta na hora de sartar. Igor fica de mandar um e-mail sintetizando algumas idéias. Todos concordamos que é preciso ser rápido, pois este relativo destaque que ganhei no CQC morre um pouco a cada dia. O defunto ta esfriando e daqui a pouco ninguém mais lembra de mim na TV. Comprei um X qualquer coisa que a Dex pediu. Vou pra casa atravessando SP noturna, calma e bela como uma morena nua na cama da gente. Carros de polícia passam ao meu lado. Não tem essa de bafômetro. To bem, no melhor momento da cerveja. Home.

Tento queimar um cd com o repertório dos cornos pro Simon, mas não consigo. Hum! Três e meia e vou deitar. Dex pergunta a hora só pra ver se bebi demais e to gago. Respondo seguro:

- Três e meia, mas já toh em casa desde as duas e meia tentando queimar um cd. Boa noite!

 



Escrito por paulaovv às 11h51
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Segunda feira – 12 de outubro de 2009


Caraio, cadê a Dex? Procuro pela casa e não acho. Será que me abandonou? Porra! Me abandonou, mesmo! Por instantes, movido pela demência da ressaca, penso que isso pode ser real. Mas que diabos eu  teria feito de tão radical assim?

Ligo pra ela e então tudo fica claro: ela foi pra praia fazer aquele ritual de entrar no mar ao amanhecer, como parte dos preparativos pra virar mãe de santo. Ufa! Que devo ter feito alguma merda é certeza. Mas ela até me mandou um beijo ao telefone. Não pode ter sido tão, tão, tão assim, caraio!

Ela tá chegando na casa da Bio e daqui a pouco ta em casa. Volto pra cama. To com muita dor nas costas e com uma (ou doze) ressaca(s) monstro. Viro, reviro e só saio da horizontal pelas duas da tarde. Dex ta dormindo no sofá. Acorda.

Desce pra preparar almoço. Ela vai fazer aquele suflê de frango que é especialidade da Paulona: Diplomata! Falta leite. Falta batata palha. Ela pede preu ir comprar. E eu vou. Seja qual for a bosta que pratiquei, ela ta falando comigo, então, não pode ser tão ruim. Volto do mercado. A comida ta pronta e na hora que vou dar a primeira garfada chega a Gabi pra gravar meu depoimento sobre o documentário da 13 de maio, a rua dos bares do Bixiga. Esta turma e este documentário são outros. Este pessoal é da Belas Artes. Mas é TCC tb.

Dex almoça só na cozinha enquanto eu relembro shows e passagens da banda e da minha vida na rua lendária. Terminou. Almoço só. Dex dorme no sofá. A gente resolve visitar meu irmão mais velho que operou as hérnias. Dex dirige que to com as costas em pandarecos.

Tamaqui na casa do Bi. A cicatriz da cirurgia parece uma cesariana. Meu irmão deu á luz, isso sim. Dex quer ver o corte, mas eu não deixo, pois quando olhei vi o pinto do meu irmão. E não quero que minha mulher veja um pinto que não o meu! Minha cunhada não ta muito legal. Eles estão recebendo a visita da irmã dela, a Patrícia, com o marido Leandro e os gêmeos, Guilherme e Nicolas, de 7 anos. Minha outra cunhada, Rita, esposa do Celso, chega com o meu sobrinho Nick. A molecada toda, incluindo gêmeos e Nick, vai até o quarto do meu sobrinho Emerson. Videogame na área, claro! Emabixo rola a festa de família com direito a café, sucos, bolo de chocolate e pão de queijo.

Meu irmão mais velho, Bi, pede que eu autografe os encartes de uns cds de seus amigos. Emenda o pedido pra que eu autografe os cds e dvds dele. Ele tem todos. Eu não! Sexta passada foi aniversário dele e lhe presenteio com mais um, o mais recente, o NBCL ainda no plástico.

Volto pra casa com Dex que me deixa e vai até a casa da Bio. Começo minhas atualizações internéticas. Horas depois Dex chega. Eu interrompo o que estou fazendo e janto com ela. Comento que estava assistindo o quadro “Vc não vale nada...” no youtube e que curti o resultado. Ela me diz que eu a xinguei mais de uma vez na frente dos pais dela e que isso não vai mais acontecer. Taí a cagada. Ela pergunta se eu lembro e eu, do fundo da alma, não lembro mesmo. Ela deve ter me mandado parar de beber e o xingamento muitas vezes pode ter sido um “não enche o saco” ou no máximo um “foda-se”, deselegantes, mas não exatamente mortais, suponho. Especialmente prum cara chapado! Peço desculpas. Ela repete a ameaça. E ta falando sério.

- Sorry, dear. Eu tava completamente chapado!

Volto pra Internet. Ela toma banho e vai pra cama. Diz que ta enjoada. Digo que ela ta grávida. Ela diz que ta mais pra TPM. Pena!

Termino as atualizações, assisto Big Bang Theory e vou pra cama. Amanhã tem mais. Semana de lançamento do cd novo. E muita coisa boa pra acontecer, se Deus quiser! Ah, parabéns pra todo mundo que colaborou nestes 23 anos de Velhas Virgens. Amo muito tudo isso.

 



Escrito por paulaovv às 08h36
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Domingo – 11 de outubro de 2009

 

Pra mim a volta deveria levar suas sete, oito horas. Qual não é minha surpresa quando abro o olho por volta de uma da tarde e estamos encostando na Gabaju. Caraio. Viemos em 4 horas e meia. Cumé que pode? O motorista voou. Ligo pra Dex vir me buscar e ela fica igualmente estupefata com o fato de já estarmos em sampa. To bebão, ainda. Dou carona pro Tuca. Dex ta preparando um chucas lá em casa.

- Posso participar?

Ela deixa. Tuca fica na casa dele. Passamos no Pão de Açúcar e compro umas brejas importadas. Home. Rodragg ta tocando o churras. Tuca, que tb ta chapado, chega. To rolando uns cds. Cerveja, carne. To cada vez mais doido e o tempo parece se embebedar comigo. O Brasil ta perdendo da Bolívia. E eu to na piscina tomando umas cachacinhas com os vizinhos. Isso não vai acabar bem. To chapando ainda mais. Perdi a noção de tudo. Apago. Acordo no meio da madrugada dormindo no chão da sala. Casa vazia. Vou pra cama. Dex não está. Onde será que ela foi? Será que falei alguma merda tão grande que ela resolveu me deixar? Não deixe isso acontecer, meu Deus. Apago na cama. Antes lavo os pés, pretos igual carvão. Antes desço até a cozinha e acho uma breja alemã esquecida no congelador transformada em sorvete. Imagem triste. Caraio: que hora foi que eu chapei? Devo ter feito alguma merda. Eu sempre faço. Foram as cachaças na piscina. Dor horrível nas costas. Vou dormir que meu mal é sono. Cadê a Dex, porra?



Escrito por paulaovv às 23h10
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Sábado – 10 de outubro de 2009

 

5h10 e to em pé. Tuca virá de táxi me pegar pelas 5h30. Cago. Banho. Barba. To aqui, com as malas e tudo de prontidão á espera do Tuca que só chega ás 6h00. A Andreinha e uma outra amiga do Tuca estão no táxi com ele. Ao ver o volume da minha bagagem o taxista diz que não vai caber todo mundo. Aparentemente o plano do Tuca era colocar as duas moças, mais ele, o Banas e eu no mesmo táxi. Não cabe. Elas pegam outro táxi.

Nós tamos a caminho do Banas. Gnomão inside. Gabaju. Pronto. As meninas chegam. Elas vão pra Assis tb, pelo que to sacando. Ok. Tem espaço no busão. Cumprimento todo mundo e vou pro ônibus. Abro o jornal e começo a ler. No Caderno 2 tem uma matéria legal sobre o livro que conta os bastidores das canções do Chico Buarque. E uma matéria escrita por um perito em Jazz sobre as músicas dos Beatles. Cool. Calçada da Fama inventada pela Lílian Gonçalves causa transtornos a moradores na região de Santa Cecília.

Maradona sob pressão diante do Peru no Monumental de Nunes. Eu quero é ver a Argentina fora da copa. O Peru já entregou um jogo em 78 e a Argentina foi campeã. Vamos ver o que vai rolar hoje!

São Paulo vai pra cima do Mengão no Rio, Corinthians sob pressão contra o Gremio no Pacaembu e o Muricy mal humorado. Novidade?

Caraio, o Obama ganhou o Nobel da paz. Quero ver com que cara ele vai ordenar qualquer tipo de invasão militar a partir de agora. Lula diz que o que o MST fez naquela fazenda de laranjas no interior dse SP foi vandalismo. Os caras destruíram máquinas, instalações e pés de laranja. Bando de bandidos, isso sim!

E a NASA bombaredou a Lua com um foguete para ver se na poeira que levanta sobe água. Tutty Vasques diz que a sorte é que a Lua não revidou o ataque.

Trouxe uma Revista chamada “Vice” onde, numa matéria sobre o escritor André Vianco, há uma citação minha, uma vez que sou fanzaço dele. E acho relevante uma dúvida que tenho e coloco á baila na matéria: vampiro tem ereção? Vampiro mete? Diga aí, seu André Vianco!

E tem tb a “Pornopopéia” do Reinaldo Moraes. Não vai faltar leitura. O busão está em movimento. Todo mundo dentro. E eu apago. Café da manhã em meio á estrada. Mais sono. Almoço, duas horas depois. Já entreguei o presente do Pedroca pro Cavalo.

Tamos em Assis. Quarto do Hotel. Jogo do São Paulo na TV. A bambizada ta ganhando de um a zero. Opa, hora de descer e ensaiar. Dois táxis! O estúdio é na casa de um mano do Tuca. O nome dele eu não sei, mas ele tem uma banda chamada “Benthus 13”. Parece legal. Todo mundo muito gentil.

Ensaio em andamento. Primeiro passamos “Ninguém beija como as Lésbicas” que vamos tocar hoje e é a canção, destas quatro novas que estão no set, que eu tenho mais dificuldade. Ok. Juju passa “Só pra te comer”. Vamos pro outro set. Precisamos encaixar “Surfista Calhorda” no fim de “Esta Mulher só quer viver na balada”, depois “Stronger than me”, da Amy, em Cafajeste e por fim, passar o “Amor é outra coisa”. Enquanto a gente trampa aqui dentro do aquário, lá fora vai juntando gente que tira fotos e tal. Nossa presença, aparentemente, é um acontecimento na vizinhança.

“Surfista Calhorda” ok, resta encaixar na música. Encaixada. Amy Winehouse vai entrar antes do início de “Cafajeste”. Pronto. Ficou legal. Agora é passar “O amor é outra Coisa”. Uma, duas, três, quatro vezes. Achei que passando a gente encaixaria tudo, mas to vendo que vai ser na hora mesmo. Mas vamos fazer e vai funcionar. E chega.

Saímos do estúdio e tem uma galera querendo fotos, autógrafos e etc. Alguns perguntam do CQC. E assim vai. O dono do estúdio resolveu não cobrar nada. Gentileza. Tem umas brejas. A gente bebe. Uma mocinha resolve nos dar carona pro hotel, fazendo duas viagens. Grazie, signorina!

Fico no quarto. O Timão ganhou de dois a um do Gremio. O São Paulo tomou uma virada pelo mesmo placar do Mengo. Opa, vai ter uma espécie de coletiva de imprensa lá embaixo. Desço e me encontro com o Cavalo. O papo gira em torno do cd novo, da expectativa do show de hoje á noite e, claro, do CQC. Enquanto falo com a galera a Argentina, que vencia “ a purso” o Peru por um a zero toma o empate. Uhu! Sofre, sofre! Acaba fazendo dois a um no último minuto, num gol impedido. Caraio, o Peru ainda manda uma bola no travessão. Acabou.

Se na próxima rodada nuestros hermanos perderem do Uruguai em Montevideo e o Equador ganhar do Chile já classificado em Santiago a Argentina estará fora do mundial da África do Sul. Adoro!

Bode no quarto. Nove da noite vamos jantar. Depois é cama mesmo. Só acordo pelas duas. Duas e meia e tamos na van. O recinto onde rola a Interunesp é ao ar livre, com vários palcos, cada qual com um tipo de som. Nesta área á frente dos palcos há cobertura. Ta tudo lotado. Mais de 12 mil pessoas vestidas de pijama. Passamos pelo primeiro palco onde ta rolando sertanejo. Depois tem um outro com axé, parece. Estamos no terceiro palco. No camarim, ao lado do palco, vão chegando cervejas, vodka, energético, quitutes. O show da banda anterior termina e entra um putz-putz. Começo a beber. Vou cagar. Volto. Meia hora pro começo do show. Coloco minha roupa de Elvis. Como eu havia notado, esqueci de colocar cueca samba canção na mala. Improviso com a bermuda que estou usando. Fotos. Drinks. Eu vou, eu vou, lá fora! Bora!

Já disse que ta lotado? Já? Digo de novo: tá lotado. A galera responde bem aos sons antigos e novos. Amy Winehouse rola bem. Surfista Calhorda idem. Meu único problema agora é que o som do Babado Novo, que está tocando no outro palco, está entrando nos meus retornos. Então, quando termino uma canção ouço um tal de “põe a mãozinha pro alto”. Vai tomar no cu Babado da minha rola. Porra, tocar rock ouvindo esta merda ta foda. O som dos caras tá, sei lá como, vazando nos nossos retornos. Saio e deixo Juju no palco.

Depois que volto de padre, milagrosamente este lixo de axé desaparece dos meus ouvidos.

E o show vai muito bem. Os estudantes bebuns vão me arremessando abadás com os nomes das cidades ás quais eles pertencem. Em determinado momento são cinco ou seis diferentes. Guardo tudo.

Acertamos no set e o povo ta animado. O dia ta amanhecendo e nos despedimos da galera. Foi du caralho. Dou um rolê no meio do povo e vou bebendo, dando autógrafos, tirando fotos. Tem um mané que me joga cerveja no olho. Depois me vingo e jogo no dele. O sol já raiou e a segurança começa a limpar o local. Eu fico. Sou artista, caraio! Me perco do pessoal da banda. Rodo tudo quanto é canto e não acho nem busão, nem van e nem ninguém. Vou caminhando no meio da estudantada que se manda pra casa. Mais fotos, mais autógrafos e nada de ônibus. Vinte minutos depois Rico e Banas me encontram. Busão. Hotel. Banho. Área. Foi um belo show.    

 



Escrito por paulaovv às 23h03
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Sexta feira – 9 de outubro de 2009

 

Sete e meia e to saindo da cama. Jornal. A porcada empatou em dois a dois com o Avai em casa depois de estar perdendo de dois a zero. Seguem cinco pontos na frente dos bambis. Atlético e Goiás, perseguidores diretos, perderam. Puta que pariu. Esta porra verde vai ganhar o brasileiro! Merda! E política? E economia? Vai pra puta que pariu. Olho só o Caderno 2 e vou pro chuveiro. Filme novo do Tarantino na área? Depois eu leio!

Internetices. Vou deixar a mala de figurino e show pra arrumar hoje á noite. A saída é sábado seis da manhã. Preciso ligar pro meu irmão que operou duas hérnias terça feira. Ele ia sair do hospital hoje de manhã. Se não sair, visito ele á noite no hospital. Se sair, visito á noite na casa dele. Preciso deixar uma papelada da contabilidade na O2. Preciso ver uma coroa e um manto de rei para implementar no personagem do Velho Safado no show. E preciso ir pro SBT, caraio. Simbora!

Dex vem comigo, pois deixou o carro no Extra. Papelada deixada na O2. Vamos até a loja de fantasias. Não é aquela onde fiz as roupas de Genelvis e nem aquela da mulher mal educada. Esta é bem na frente do metrô Jd. S. Paulo e trabalha com venda de fantasias prontas. Uma coroa e um manto, é isso que eu preciso.

A mocinha me traz uma capa de chapeuzinho vermelho com capuz. Num dá! Esta outra sem capuz dá, apesar de não ser exatamente o manto de um rei. As coroas estão todas muito apertadas exceto esta maior. Mas como diabos eu vou transportar esta porra que parece uma abóbora? Foda-se. Vai ser esta. E tem um cetro real, tb. Uhu! Dex resolve comprar uma roupinha de Homem Aranha pro Bafo. E eu aproveito e compro uma de Speed Racer pro Pedroca, meu afilhado. Segunda feira é dia da criança, ora pois!

Bora. Transitinho mais ou menos e tamos no Extra.Aproveito e convido Dex pra almoçar.

Pegamos rango no Giraffas. Eu vou de bisteca e ela de filé. Filezinho micho o dela. Eu to com duas bistecas de porco bem legais. Ok. Almoço terminado, Dex vai dar um rolê no supermercado e eu vou pro SBT, já devidamente comido.

To aqui. Fichas pra fazer do “Vc não vale nada...”, mais uma outras coisas que vão chegando e o dia vai passando. Dante sai mais cedo porque vai pra João Pessoa encontrar a família que foi ontem. Ele só volta ao trampo na quarta. Deixou tudo engatilhado com o Jorjão. Flavinho quer alterar umas coisas no roteiro da surpresa do Apê que será gravada na terça. Eu altero. Magrão me pede pra escrever uma ficha sobre a transmissão do Círio de Nazaré em Belém. Beleza. Vão pingando mais trampos, além do roteiro do 9º dia de obra do WW. E a tarde passa.

Foi todo mundo embora e eu to aqui trabalhando. Tentei ligar várias vezes pro Alan do Pânico, mas ele só me atendeu na primeira vez. Mandei um torpedo que não teve resposta. Então, acho que ele não tem interesse em falar comigo. Ok. Vou parar de pentelha-lo. Odeio, abomino, não suporto ser chato!

Por outro lado, a Aline, ex-editora do SBT, me liga e marcamos de conversar sobre um projeto de programa preu apresentar. Ela assistiu minha participação no CQC e ficou indignada com minha desclassificação. Oba. Quero muito ir pra frente das câmeras. Marco de conversar com ela na terça á noite. A produtora dela fica em cima do Estadão. Já to até vendo: saio da reunião e ataco uma feijuca. Uhu!

Imprimo sets do show da Interunesp, que é especial, e tb os sets do show de lançamento, pra servir de base pro ensaio que faremos em Assis. E quer saber? Fui.

To em casa, não sem enfrentar um transito do caralho. Monto minha mala, agora com muito menos figurino: é batina, camiseta+joelheiras+cotoveleiras, Roupa do Genelvis (vou estrear a azul e dourada) e roupão pra depois do show. Termino tudo e to bem cansado. Coloco o despertador pras 5 da matina e bodeio. Amanhã tem showzaço em Assis.

 



Escrito por paulaovv às 22h51
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Quinta feira – 8 de outubro de 2009

 

Acordo pelas oito e não dá. Fico na cama. Às nove levanto pra ler o jornal e cagar. Não apreendo nada. Só sei que o Corinthians empatou em 1 a 1 com o Fluminense no Rio, ontem, jogando mal pra burro. E volto pra cama. Mais uns vinte minutos de cama.

Banho. Separo o terno que tenho que levar pro pessoal da minisérie hoje á noite. Retiro do portamalas as duas roupas de Gênio que peguei na costureira ontem: uma preta com detalhes vermelhos e outra azul com detalhes dourados. Ui! E tb a mala que mandei consertar no SBT e que peguei naquela hora em que comi a esfiha que me deu caganeira. Levo tudo pra dentro. Retiro as roupas de show que estavam estendidas na lavanderia e levo pro quarto junto com as novas de Gênio. Deixo a porta aberta pra dona Rosa entrar e fazer seu trampo. Hoje é dia de faxina.

Atualizações. Orkut não dá tempo. Só mais tarde. Dex levanta e vem brigar comigo por que leu em meu blog que estive num bar que Bortolotto frequenta que tb é freqüentado por putas. O Bas das Amistosas. Ela pergunta se puteiro é lugar de homem casado. Eu digo que é um bar que tem putas e não um puteiro e que fui lá tomar um drink com um amigo, mas que ela tem razão e não vou mais lá. Pronto. A tromba continua. Porra, isso aconteceu em maio, mas ela resolveu ler meu blog e tomou conhecimento apenas agora. Foda. Antes minha mãe não tivesse me tido. Ou metido!

To atrasado e estressado. E cansado. Bem mais de meio dia e vou pro SBT. Uma da tarde, na verdade. Puta que pariu. Puta que me pariu!

Chego em terras abravanélicas pelas duas da tarde. Vou direto comer feijoada chinesa: quinta feira é dia de yakissoba. Loto o prato. Coloco um pedação de pernil. Hoje vou no quilo e não preciso esconder nada sob a salada. Mais de quinze reais. Procuro uma mesa pra comer sozinho e em paz e encontro Dante já fazendo isso. Conversamos um pouco e ele me atualiza em relação á entrega da obra do Valter Leite e ao início da do Flavio Tito. Como mais rápido que ele e o deixo terminando de fazer seus castelos no prato. Eu não disse pra vcs? O Dante fica fazendo construções no prato enquanto come. Junta comida de um lado, coloca um bife como um dique, faz uma ponte, depois abre caminho entre as batatas construindo uma cidade, uma ilha, sei lá. É demente, caralho!

De volta à minha mesa onde só havia passado pra deixar a bolsa masculina.

O Dorival Caymmi demora anos pra inicializar. Puta computador de merda! Pedi um novo pro Dirlan e ele disse que este ano, não!

Tenho o roteiro do “Vc não vale nada” pra terminar. A Larissa, estagiária pré-adolescente, loggou tudo direitinho e agora é só encaixar os depoimentos com as cenas. Mas dá trabalho. E com isso e vários goles d’água, a tarde passa. Porra, tem um cara que sempre esqueço o nome que trabalha na técnica e sempre passa vendendo guloseimas. To precisando de chocolate. Compro um cone com trufa tradicional e casquinha de sorvete. Dois reais. Hum! To com a chocolatria descontrolada.

- Me dá mais um, caraio e pega um real. Fico devendo um!

Devoro mais um cone de chocolate. Depois quer emagrecer, né velho filho da puta? Aninha entra na sala distribuindo sorvetes, provavelmente sobras da construção do açougue de Guarulhos. Mais chocolate pra baixo. To empanturrado de chocolate. Enchi o cu de chocolate. Velho faminto e maldito, sou eu!

Termino o roteiro mais de seis da tarde. A coitada da Nadya ta roteirizando sozinha a obra do WW. Já deve estar no sexto dia. Preciso ajudá-la. Mas é muito chato, caralho! Hoje escapei. Mas amanhã não vai ter jeito!

Atualizo os orkuts. Aproveito e agendo todos os pagamentos do mês na minha conta. Separo uns documentos pra mandar pra contabilidade. Que mais? Dex me liga e diz que vai me dar a honra de ir ao aniversário da Silvana Kieling comigo. Eba! Antes disso, tenho que ir até a Rua Crasso, 194, na Lapa, para mostrar meu terno pro pessoal do figurino da série em que farei uma ponta, “O estagiário”. Isso foi contato do Ângelo Ravazzi. Nem sei se é ele quem vai dirigir. Marquei com a Dex no estacionamento do Extra Anhanguera. O plano é este: vou até a Lapa, faço o que tiver de fazer, volto e cruzo a Dex no estacionamento do mercado. Lá deixamos seu carro e vamos pro bar no Morumbi onde Silvana comemorará primaveras. Na volta, se tivermos animo e sobriedade suficiente, pegamos o carro da Dex. Senão, deixa lá e pegamos amanhã!

A porra do time dos porcos, cujo estádio fica perto do endereço onde vou na Lapa, quase Pompéia, ta jogando naquele chiqueiro de merda com o Avai. Claro que to torcendo prum cataclisma que ponha abaixo este monumento ao asco suíno. Eu odeio este time verde! Chega a me dar ânsia! O problema é que esta proximidade física piora e muito o transito já desgraçado desta cidade, nesta quinta feira chuvosa e morosa.

Ok. Com dificuldade chego á produtora e encontro duas moças, uma delas a Manu, figurinista. Experimento meu terno prela ver. Ela me fotografa. Frente. Costas. Rápido. Fui.

Volto pra região da Anhanguera pra encontrar a Dex que já está batendo bunda pelo supermercado. Ela vem ao meu encontro no estacionamento e vamos pro Morumbi por dentro, pela Praça Panamericana. Não vou me arriscar na marginal Pinheiros com este estado pluviométrico. Dex ainda ta meio de tromba, mas ta linda de saia. Me diz que quer detonar a faxineira que não tem a menor polidez pra falar com ela. Olha a cena.

- Dona Andréa, meu cartão não ta passando no ônibus então a senhora vai ter que pagar a passagem. O empregador é que paga!

Dex responde que nos 70 reais de diária já estão embutidas as passagens.

- Não, Dona Andréa, é que meu cartão não ta passando no ônibus e então a senhora vai ter que pagar. O empregador é que paga!

Dex repete que já estava pagando, mas topa rachar a passagem que custaria cerca de nove reais, dando mais cinco pra ela.

- É, dona Andréa, porque o cartão não ta passando no ônibus e então a senhora vai ter que pagar. O empregador é que paga!

Vai dar o cu velha safada. Sua puta, crente de merda. Analfabeta da minha pica! Vai chupar a rola de um urso polar, desgraçada. Burra de merda! Mal educada.Vai empregar seu cu numa linha do metrô, com um trem cheio de vagões entrando cu adentro.

Dex vai ter um atrito com esta mocréia. E se não tiver, eu vou!

Vou cortando caminho e já to na Francisco Morato. A rua do bar é uma travessa do outro lado. To tentando retornar, mas não acho onde. Dou um gato neste farol e já era.

Zeca, dono da Churrascaria Papai Côgo onde almoçamos em Ponta Grossa, sábado, me liga pra bater papo. Gente muito buena. Mas não posso falar agora que to dirigindo e procurando um endereço, porra! Ele quer ingressos do ACDC. Quem não quer?

Olha o bar aí. Bye, Zeca.

Barzinho transado. Bem decorado. BarBolla. Será que é boca livre? I love free mouth. Entramos e cumprimentamos Silvana que ta linda num vestido claro, deixando quase á mostra os peitos siliconados. Sil ta num shape meio de americana: pouca bunda e muito peito. Mas ta sorridente, bela e feliz. Brigado pelo convite, Sil.

Mal a gente senta á mesa e a mocinha pergunta o que vamos beber: caipirinha, pró secco, cervejas, refrigerantes.

- Cerveja. Qual vc tem ?

Ela diz Original, Serra Malte...

- Serra Malte!

Não marcou nada, então a boca é livre mesmo! Na mesa em frente da porta há pães, tábuas de frios, patês. To com fome. Dex tb. Charge!

Tamaqui, bebendo, comendo, conversando, sozinhos na mesa. Sil vem apresentar um de seus filhos, o mais velho suponho, que diz que tava em Piracicaba no dia que a gente tocou no Salve Jorge e disse que quase foi ao show. Deveria ter ido. Foi divertido. Depois chega o outro filho, este eu já havia visto algumas vezes no SBT. Diz Silvana que ele já curtia a banda e ficou mais fã meu por causa do CQC.  Grazie! Aliás, muita gente no bar vem falar comigo sobre o assunto. Ê CQC veio de guerra! Me arruma um trampo aeh, ô! Be ajuda aêh, ô! Caraio, fico lembrando do Rogério Morgado imitando o Datena e começo a rir sozinho. A bebida, a festa legal, a gentileza da Sil, a mpb tocada suavemente pelo cara do violão e o batera, tudo induz a uma noite boa e Dex vai desfazendo aquela tromba. Conversa em movimento, chega Vanderley Villa Nova, diretor do Ídolos e meu diretor em vários programas no SBT e na Record, no passado. Ele é casado com a Ivonete que é produtora do Domingo Legal. Não vejo Vanderley faz tempo e começamos a conversar. Como o Ídolos é da Fremantle, uma produtora independente gringa dona do formato, ele me diz que não ta mais na Record. Que sorte escapar daqueles crentes do cu quente! E parece feliz.

Opa, chegou a Tânia, tb da produção do DL, com o namorado. Mudamos pruma mesa maior. Chegam Flavio Tito e Camila, diretor e produtora do DL, respecticamente, e tb um casal na vida real. Mais papo, mais, muito mais Serras. Fabiano Guaraldo e Natalia na área. Fabiano foi com Gugu pra Record e ta sob a direção do Homero por lá, dirigindo algum quadro. Coitado! Natália ta apresentando alguma coisa, Hoje em Dia, maybe!

Parabéns. Bolo. Silvana ta meio breaca. Só a bebida explica o fato de me colocar pra cantar as pérolas das Velhas Virgens na sua festa. Ah, vc quer, aniversariante? Então bora!

Mando, ao violão e acompanhado do cara da batera, Siririca Baby. Uns riem, outros dançam. Termino e vou saindo, mas Silvana quer mais. Mando Blues á Perigo. Foi todo mundo pro outro lado da festa, exceto Dex que tá dançando na minha frente. Agora animei. Mando “Se vc tem dinheiro”.

Anuncio que minha canja estava combinada para terminar com a festa. E saio.

Mais uns drinks e vamosimbora? Mais de uma da matina. Despedidas, Fabiano, com quem falei pouco durante a noite, me pergunta do CQC e, mais que isso, me questiona se já liguei pro Alan Rapp, nosso antigo brother de trampo e diretor do Pânico. Digo que não, meio sem saber a razão.

- Então, liga, né?

Caraio. Por que não pensei nisso antes? O cara é mano. Um contato nada fará de mal e pode até fazer muito bem! Boa, Fabiano! Amanhã cuido disso.

E fomos. Dex não quer pegar o carro. Ta meio breaca. A cidade fria e úmida ta silenciosa e libre. Libre ou livre? Livre, caraio.

Em menos de meia hora tamos em nossa deliciosa casa na beira da serra de la Cantareira. Dormir, gente! O dia que começou tenso e terrível termina na paz de uma ou doze Serras! Brigado, Jesus!

É noise!

 



Escrito por paulaovv às 10h26
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Quarta Feira – 7 de outubro de 2009

 

Sete e to legal, ainda sentindo a ferida da frieira no dedinho e as costas.

Jornal. Blá, blá, blá! Merda. Chuveiro. Internet.

Tenho que chamar a Dex nove e meia. Tenho que ir á costureira provar e pegar as roupas. Preciso pegar um DVD pra levar na gravação do “Calcinha Justa”, que o Calazans me chamou pra gravar lá pelas 17h. Depois vou ver o lance do curta na Anhembi-Morumbi. Mas antes disso, tenho que acompanhar depoimentos do “Vc não vale nada” no SBT e fazer o roteiro da reconstituição. E , se der tempo (e tem que dar) comer uma feijuquinha, que ninguém é de ferro. Fui!

Chego ao SBT e os depoimentos ainda não começaram a ser gravados. Inicializo meu computador. Tem uma mocinha que ta fazendo um documentário sobre o Bixiga e quer gravar um depoimento comigo. Ta me ligando pra marcar. O pessoal da série quer me ver de terno e tirar medidas. Semana que vem o Ângelo deve marcar o piloto daquele programa comigo. Todo mundo da banda cheio de compromissos e sem tempo de ensaiar o show de lançamento do novo cd que é semana que vem. Fico mandando e-mails pra todo lado e cada vez que um diz que pode tal dia, outro diz que não pode. E todo dia é blog, é twitter, seis perfis de orkuts, e-mails. Sinceramente, to á beira de um ataque de nervos!

Desço pros depoimentos aqui do SBT. Termina perto das 14h. Preciso finalizar este roteiro até umas três, descer pra comer algo correndo, pegar uma bolsa que mandei costurar, voltar para ver se o diretor quer alterar e sair correndo pra entrevista no Calcinha Justa (Sex Privê Brasileirinhas) que vcs devem saber, é um talk show conduzido pela Leila Lopes com a participação de atrizes pornô comentando vários assuntos e agora entrevistando um convidado.

Roteiro pronto. 3h15. Entrego pro diretor e pra equipe. Desço pra praça de alimentação. A lanchonete que serve uns sanduíches mais decentes tem uma fila enorme. Vou na outra. Sempre que como nesta outra tenho caganeira. Esfiha de carne. Coca Zero. Esfiha de calabresa. Halls. Pego bolsa. Volto pra produção. Jotaerre aprovou o roteiro. Ta armando um temporal lá fora. 3h35. Fui.

Anhanguera e Marginal Pinheiros livres. O resto ta bem lento. Nove de Julho. Soltei vários peidos bombásticos aqui no carro. Mais um. Opa, este tá meio molhado! Hum, borrei a cueca! O transito pára, pego um folheto sei lá de quê, solto o cinto, abro a calça, levanto do banco e enfio o folheto na bunda, pra evitar do peido úmido acessar a cueca, a calça, o banco, o mundo! Por ora, ta sob controle, apesar do desconforto de ter um folheto de venda de imóveis pertinho do olho do cu.

Chego á produtora na Vila Mariana pelas 17h. Direto pro banheiro. Dou uma cagada liquida federal. Antes de entrar no box, peguei dois tufos de papel higiênico e molhei com água e sabonete liquido. Agora, dentro da minha privacidade, termino de cagar, limpo a bunda com papel seco, passo o papel com sabonete, depois o papel com água e finalizo com papel seco novamente. Tiro a cueca pra verificar se passou pra ela, mas está limpa, o que livra tb a cara da calça, do banco, do mundo. Tá tudo limpo!

E tudo atrasado tb. São quatro os entrevistados e pedi para ser o último. Mas o combinado era iniciar as gravações ás duas da tarde. Já são cinco e começou agora há pouco. Quem ta lá dentro com Pamela Butt, Leila Lopes e Bruna Ferraz é Jazz Duro, o correpondente porno-internacional do canal. Aqui fora tá o Calazans, produtor executivo, Fernandinho que comeu a Julia Paes, produtor, e o Newton esqueci o sobrenome, que é diretor e autor teatral e está colaborando em uma novela da Record, no momento. Ele será o segundo entrevistado. O terceiro é um tal de Cowboy da última edição do Big Brother que eu nunca vi mais magro. Como este cidadão ainda não chegou, peço que me passem para terceiro. Fico ali, batendo papo.

A gravação acaba e as musas do pornô passam em direção ao camarim. Muito tempo de conversa e maquiagem e começa a segunda gravação, já passando das sete da noite. Calazans me conseguiu um violão e vou estragar algumas canções das VV ao vivo. FC Moraes, chefe do canal pornô, tb ta na área. O dono da Brasileirinhas, um escroto mal educado chega pra atrasar ainda mais a parada. Jazz Duro, que tb é ator pornô, ta de boa, pra lá e pra cá. Tom, meu sempre parceiro de redação e autor dos roteiros que estão sendo gravados hoje tb ta dá as caras. Ta todo mundo aqui.

Papo vai, papo vem, dedilhadas no violão e chegou minha vez.

Leila muito gentil, Pámela de pés lindos, Bruna lindíssima, um poodle chato pra caralho latindo e tamo rolando. A direção é do J. Gaspar, o diretor de filmes com celebridades, como Frota, Gretchen e outros deste naipe. Gaspar é muito gente boa!

Toco várias canções, falo minha demências habituais, as moças riem. E terminou. E saio correndo, pois já são dez da noite e não almocei, me caguei, não jantei e to atrasado pro compromisso da Faculdade com o pessoal do curta. Saio, ligo pra Bárbara que é meu contato nesta onda do curta e pergunto se ainda adianta ir. Ela diz que sim. E lá vou eu descambando da Vila Mariana pra região da Mooca. 15 minutos de transito livre e tamaqui. Ligo novamente pra Bárbara e ela manda alguém me buscar na portaria. To dentro. Um dos caras do grupo se dispõe a passar o texto comigo. A cena é a de um cara que ta tendo problemas de ereção e procura um médico. Eu sou o médico que o aconselho a parar de fumar.

Passo uma, duas, entro no estúdio pra gravar e  finalmente conheço  Bárbara, a aniversariante da noite, a mocinha que me convidou pressa “bagaça” através do twiter, quem sabe esperando que eu não aceitasse. Nem sei bem porque aceitei. Já to com a vida suficientemente atribulada, mas me pareceu intuitivamente correto topar e ajudar a universitariada. Ela é fanzaça da banda e me abraça efusivamente.

Cena gravada duas vezes, uma pior que a outra. Não sou ator. Ok.

Vai ter uma festinha surpresa pra Bárbara e eles me convidam a ir até o bar tomar uma cerveja. Sem almoço e janta, eu bem que to precisando comer uma cerveja. O bar é mais distante da porta da facul e toca rock. Os mais próximos tocam sertanejo, pagode, sei lá! O resto do pessoal do grupo parece ser fã das VV, especialmente, como eu já disse, a aniversariante que ta enredada no namorado, viu Dex! Eles me perguntam sobre o CQC, sobre a banda e rola um parabéns neste buteco roqueiro e interessante. Tomo breja com a moçada. Eles precisam ir embora, pois todos usam metrô e ta chegando a hora do trem fechar suas portas. Bora? Bora!

Ligo pra Dex que ta meio puta com algo. Hum, cheiro de confusão no ar. Aviso que vou a Terra Nova comer e beber umas cervejas que to precisando. Pergunto se ela quer ir, mas Dex diz que já vai dormir. Ela não teve um dia fácil. Fez uma entrevista de trampo e acha que não foi bem. Mais que a grana, o desemprego da Dex me preocupa pela autoestima dela que ta indo pelo ralo.

O Terra ta fechando. Claro que to dentro. Brejas, picanha na tábua, bom papo com Heinz e Lola. Tem uma mesa de habitues tb, todos conhecidos e bons bebedores. Alguém diz que André não tem aparecido na área e imediatamente ligo pra ele que me atende com voz de sono.

- O pessoal ta sentindo sua falta no bar.

Ele desconversa e mal espera eu terminar o papo pra desligar. Ta bodeado mesmo. Mais cerveja. Paulinho quer um ingresso pra ver o AC/DC e pergunta se eu posso ajudar. Como? Não tenho nem pra mim! Marcião vai fazer uma tatuagem de tigre albino amanhã. Ou não. Ele não sabe. Vaine diz pra ele fazer. O papo segue sem sentido e animado e toca a campainha. Caraio,é o André. Saiu da cama pra beber. Uhu! Seguimos bebendo. E bebendo. Três da manhã e ta na hora de ir pra casa.

Chego. Dex me pergunta algo sobre um puteiro do Bortolotto que eu freqüento. Não entendo nada. To bebão. Rola uma discussão. Quer dizer, ela discute comigo. E vai dormir no sofá! Puta que pariu, que foi que eu fiz desta vez? E o pior de tudo: passei uma quarta feira sem feijoada! Puta que pariu mesmo!

 



Escrito por paulaovv às 12h43
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Terça Feira – 6 de outubro de 2009  

 

Sete da manhã e as costas doem. Que medo de travarem novamente. A frieira do dedinho do pé direito que eu “escavoquei” anteontem dói. Tá uma ferida. Eu sou uma besta.

Jornal. Pessoal reclamando da transferência do exame do ENEM. Lula deve chegar hoje da campanha vitoriosa pela Olimpíada de 2016 no Rio. Marta não quer ouvir falar de Ciro Gomes candidato ao governo de sampa numa coligação com o PT. Marta: vai se foder! Não suporto esta mulher!

Que mais? Uma matéria especial com esta galera que posa nu (ou nua) para pintores. 20 minutos completamente imóveis para 30 segundos de descanso e um cigarrinho. Minha cunhada, Lena, é pintora e disse que se eu quisesse posar nu seria legal. Não pra ela, mas pra galera. Há uma carência de modelos de nu e eu seria um bom modelo. Sinceramente, com esta pança pronunciada, prefiro incluir-me fora desta e poupar o mundo desta visão peládica.

E chega. Banho. Internet. Tenho tanta coisa pra fazer hoje. Entre elas, pegar as duas roupas restantes do Genelvis na loja de fantasias.

Meu carro, como vcs sabem, tá no sbt. Por isso Dex vai me dar uma carona ou até a Barra Funda ou até terras abravanélicas. Vamos ver o que mais convém. Fui.

Fui o quê? Sinda to aqui. Acordo Dex pelas nove, quando começo a tentar introduzir as músicas do novo cd no I-pod. Quando o “bichinho” travou, mandei num cara especialista na esperança de não perder alguns sons que estavam lá dentro. A maioria eu tenho aqui neste computador, mas alguns andei copiando por ai. Bem, não teve jeito e o cara reformatou a “bagaça” e acabei ficando com o I-pod zerado. Quando fui copiar algumas coisas deste computador, não sei que porra fiz que entrou tudo de uma vez e ficou meio que imutável. Não consigo excluir e nem incluir som nenhum.

Então, já descobri, a saída é reformatar novamente, perders os sons e programar esta porra pra receber sons individualmente. Com muita dificuldade, dado o nível de ogrismo que permeia minhas ações internéticas, consegui colocar o NBCL pra dentro. E por enquanto só tem ele. Preciso decorar estas porras destas letras e aposentar as colas no palco.

Termino este processo no mesmo momento em que Dex se apronta. Falo um bom dia pra ela, me esquecendo que esta infeliz só desperta de verdade lá pra meio dia. Antes disso é um zumbi rosnador que mal olha na cara de ninguém. Saímos de casa sem nos falar, já que ela está possuída pelo sono eterno. A idéia era passar naquela loja de bebidas importadas e achar um vinho bem legal pro André, que fez aniversário ontem. Mas a porra do comércio de importados está fechado. Ninguém compra bebida ás nove e meia da manhã, Paulão!

Estico até o Pão de Açúcar e escolho um francês Cabernet - Syrah que me parece adequado. Iríamos ahora para a costureira, mas já são quase dez da manhã e se eu for, certamente terei que experimentar as roupas e perderei tempo que faltará para que eu chegue na Barra Funda até as onze e pegue o busão pro SBT. Sendo assim, Dex teria que me levar até a saída 19 da Anhanguera e, do jeito que o transito desta porra de cidade querida está, isso não levará menos de duas horas, entre ida e volta. Nenhum ser humano, mal humorado ou não, merece tal castigo. Costureira transferida pra amanhã.

No caminho Dex me dá um beijo e me abraça. Uhu! Salvou-se uma alma! Este é o jeito dela de admitir o erro e pedir desculpas. Se fosse eu, teria que fazer o caminho de Santiago de Compostela de joelhos para obter um indulto. Mas vindo de quem vem, ta ótimo!

Barra Funda. Quase esqueço o vinho do André no carro. Atravesso a estação e estou na plataforma de embarque onde param tanto os ônibus do SBT quanto da cia aérea Azul. 10h20. Coloco o I-pod e começo a tentar decorar as canções. E não é que elas vão entrando na cachola? Repito Ninguém Beija como as Lésbicas parte a parte e vai rolando. Assim tb com FDP. Já no busão, é a vez de Velho Safado. De quebra ainda rola Bortolotto Blues. Ta começando a entrar mesmo na minha cabeça. Vai ficar faltando O Amor é outra Coisa, mas prum começo de trampo ta ótimo. Terei muitos consgestionamentos pra decorar estas porras ainda esta semana. Me aguardem! São só dois neurônios funcionando, mas estão em forma!

SBT. Primeiro passo na sala do pool de redação que está mesmo sendo desativado pra cumprimentar André. Só restam quatro mesas. Que visão triste! Já disse pra vcs, foi o lugar mais do caralho que já trabalhei em TV. Pena.

Entro na sala do DL pouco mais de onze e meia e descubro que Magrão já fez a reunião. Empolgado com a vitória maciça de domingo (10 a 8 na Record, com direito a liderança geral em mais de uma hora), Magrão, irônico, decretou pouco antes da minha chegada:

- Vcs querem me foder. Vcs estão dando muito Ibope. Deste jeito nem precisa reunião. Tá cancelada!

Este é o estilo do Magrão. Ele trabalha o entusiasmo das pessoas, diferente de uns e outros que usam a pressão e o terror. Sou fã de Roberto Manzoni! Aqui as pessoas vão á luta com tesão.

Minha mesa. Flavinho já vem me trazer a bucha da cirurgia plástica da menina de dez anos atrás. Tem obra do Valtinho sendo entregue. Tem a do WW em andamento. Ed com os textos dele, Jorjão com alguma outra bucha e fazendo tb a obra do Valtinho. Basta pisar nesta porra que os problemas brotam. Vamos destrinchando. Uma tretinha de domingo, quando uma cantora foi chamada ao palco com o Bello e nenhuma informação sobre ela foi passada em ficha. A gente resolve. Almoço.

Tem fitas pra assistir da tal matéria da cirurgia plástica. E discos. Magrão me inclui na reunião da pré-produção do Vc não vale nada, mas eu gosto de Vc. O quadro foi bem e vamos intensificar as gravações, sempre com tom de humor.

Carta definida. Produção armando depoimentos para quarta ás onze. Clip será gravado depois. Reconstituição, em cima do meu roteiro, gravada na quinta. Ok.

Fico envolvido com as fitas e discos  da outra matéria até umas seis e meia e depois roteirizo. Ainda acho tempo para ler os textos da mocinha da Anhembi-Morumbi que me convidou pra atuar num curta, em cuja reunião irei quarta á noite. E nos descontos, revejo os sets dos shows do fim de semana e sugiro um set alternativo para Assis, sábado, e ainda o que vai ser o fixo para a estréia oficial da turnê do NBCL, em sampa, dia 16, Inferno Club. Pronto. Niquiqui eu to saindo, Dex me liga no celular estranhando o adiantado do horário. Trampo, nêga!

Chove lá fora. Passa de nove da noite. Expectativa de congestionamento na marginal. Não. Até que não. Chego perto das dez. Tomo banho e ataco Dex antes mesmo de jantar. Quero nenê, porra! E num é que é divertido?

Agora sim, jantar. Cerveja Dado Bier pra acompanhar. Subimos pra ver um pouquinho de Tv e começo a pescar. Vamos ambos pra cama e lá se foi a terça feira. Quarta promete. Eu prometo que vou dormir.

 



Escrito por paulaovv às 09h03
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Segunda feira – 5 de outubro de 2009

 

O busão ta parado em algum ponto da estrada. Dou uma olhadela no relógio e correm oito e pouco da manhã. Nunca lhe ocorreu que horas são oito e pouco? Pense bem: é menos que oito e meia e bem menos que oito e tanto e muito menos que quase nove. Se levarmos em conta apenas a primeira meia hora das oito da manhã, pra ser oito e pouco teria que ser até uns dez minutos, senão a gente já falaria oito e quinze e daí por diante. Poderíamos dizer tb quase oito e meia, reiterando que a meia hora é uma referencia universal. Oito e pouco é isso. Oito e quanto? Oito e pouco. Mesmo com o fato do meu relógio ser digital e marcar oito e oito. Só que o maldito do “bobo” , como o chamavam os malandros de outrora num referencia aos relógios de corda, está três minutos adiantado. Meio sonado como estou levo uns dois minutos para descontar o adianto e quando olho já são oito e dez. Menos três, oito e sete. Oito e pouco e foda-se! O busão ta parado, os motoristas devem estar tomando um café e da banda ninguém se mexe. Uma parada fantasma. Passa-se algum tempo, real ou psicológico, e voltamos pra estrada. Oito e qualquer coisa. Durmo de novo. E neste dorme, acorda, dorme, acorda, o telefone toca. É a Dex dizendo que vai consertar a panela de pressão e que se eu chegar, melhor ligar pra ela no celular. Informo que ainda demora. São nove e tanta. Abro a cortina e vejo o Tietê ao meu lado. Tamo perto. Ligo pra ela de novo e informo: estamos entrando em sampa e para chegar até a Gabaju, na zona norte, vai levar pelo menos mais duas horas, devido ás obras e a intransitabilidade crônica desta porra de cidade que eu amo, a despeito de prefeitos anti-bares, anti-cerveja, anti-barulho, anti-vida como este merda do Kassab. Filhote da ditadura, diria Brizola!

10 e pouco no relógio.

Vai, vai, transito, transito, tamaqui. Round mid-day e a dificuldade de sempre de estacionar um busão leito deste tamanho para o descarrego. Ok.

Dex me ligou que já ta na área. Desço minha mala pessoal aonde acoplei o saco da lavanderia do ultimo hotel com as roupas molhadas ou semi. Volto pra pegar a malona de figurino, pesada! Entro na Gabaju e cumprimento todo mundo: Marquinho, Vini, Nat, André, Fran, a Patty que ta de volta e o outro rapaz que eu não sei o nome ainda. O pessoal da técnica corre com a descarga e eu preciso cagar. Juju ta na fila do banheiro de baixo. Eu a empurro, mas já tem alguém la dentro. Penso em usar o banheiro de cima, mas desisto e vou pro carro carregando minhas bagagens. Dex troca idéias com Lu, mulher do Simon, e com Fefê, a filhota que beija (?) a barriga do pai. Bora.

Me despeço de todos, inclusive voltando pra dentro do busão pra dizer tchau pros motoras e pro Banas que está a paga-los. Fui.

Proponho pra Dex ou irmos almoçar fora agora ou deixarmos uma saída pro fim da tarde, começo de noite, lembrando que em algum momento preciso atualizar os dois dias de defasagem do Blog. Ela me informa que convidou seus pais pro almoço lá em casa e que preparou rango. Ligo pra sogrinha e ela confirma a ida até nossa goma. Ok. Mais tarde a gente inventa algo. Home.

Além das minhas tranqueiras de viagem, Dex comprou algumas coisas no mercado e consertou a panela de pressão. Acho . Tudo devidamente descarregado, Dex começa a cuidar do almoço e eu da desova dos secos e molhados.

Rúcula com bacon de um lado. Figurinos pendurados ao sol do outro.

Lasanha a bolonhesa no forno. Roupas molhadas na máquina de lavar.

Movimento de ida e volta da cozinha pra mesa do quintal.

Subida e descida com malas e roupas não usadas para meu quarto de roupas.

Vou pro banho. Opa, aquela cagada antes! Deixei o celular carregando pois, como raramente acontece, ele descarregou por completo sem que eu pudesse lhe devolver o poder, uma vez que esqueci a porra do carregador em sampa. Banho. Pra baixo. Ligo pro André Prata, meu ex-parceiro de redação, cujo aniversário é hoje. Só dá caixa. Deve estar gravando o SS. Aliás, este foi um fim de semana de aniversários. Lily na quinta, Marcão da Mooca na sexta, meu irmão Bi no sábado (Bi de Boitron), meu primo Vartão no domingo e hoje o retador mineiro.

Aproveito e ligo pro meu primo pra cumprimentá-lo atrasado, uma vez que não consegui contato ontem. Ele me explica que estava usando o outro celular. Diz que sofreu mesmo um acidente feio de moto e que acha que “colaram” seu braço de forma errada, pois ta com um calombo estranho. Fico de tentar achar tempo pra gente tomar uma cerveja esta semana, mas sei que vai ser difícil eu ter tempo.

Almoço delicioso na companhia da dona Lívia e do seu Ricardo, além da Dex e dos quitutes que ela produziu. Coca zero. No beer now! Dex ta me saindo uma bela cozinheira. Rango e conversas em andamento.

Papo e café na sala. Dex vai Internet ver se há algum e-mail com novidade de trampo. Dona Lívia dá cabo da louça. A máquina terminou de bater a primeira leva de roupa. Estendo. Coloco uma segunda leva, de roupas claras, adicionando tb dois lençóis de cama.

Os sogros se vão ver o Bafo. Dex vai cochilar e eu atualizar os blogs. Caraio, tem muita história pra contar. Banas me liga do Bar do Léo, mina onde jorra o melhor chopp de sampa, no centro. Agradeço o convite e declino, sei o quanto de trampo tenho pela frente. Penso que dia 16 de outubro, daqui alguns dias, vou mesmo parar com o Blog e escrever apenas eventualmente, sem a obrigação diária que ora me norteia. Foi isso que eu combinei comigo mesmo: este blog seria um diário da produção do novo cd e quando do lançamento deste, pararia. Neste meio tempo aconteceu muita coisa. Fatos que muitas vezes suplantaram as informações sobre ensaios e pré-produção do disco. Ok. A vida ta aí pra surpreender a gente, sempre!

Passo a tarde nisso. Antes estendo a segunda leva de roupas. Dex acorda e resolve sair de novo pra consertar a panela de pressão que continua não funcionando, mesmo com a tal de borracha trocada. “Comprei uma panela de pressão pra ver se eu cozinho mais depressa” ou “comprei uma panela de pressão pra ver seu cuzinho mais depressa”.

Quando ela volta eu to com o saco na Lua de tanto escrever. Convido-a para sair. Ela escolhe. Ela não sabe. Vai tomar banho. Eu to pronto. Quero ir na Mercearia Laura Aguiar tomar breja importada e boa. Ela, claro, quer qualquer coisa menos isso. Vamos no Japonês perto da casa da Carlota e do Álvares. Até os convidamos a descer e se juntar a nós. Mas eles estão de bode do fim de semana. Pra mim, fim de semana é hoje.

A moça que atende a gente é burra como uma porta. Tão burra que mesmo quando insinuo ter desconfianças sobre sua capacidade intelectual ela ri, como uma hiena retardada. Peço Brahma extra. Só tem Bohemia. Lixo. L-i-x-o!

Peço Yakissoba. Dex pede um rango com algo parecido com Bife á Milanesa. Primeiro vem o Yakissoba. Pergunta pressa “jéga” se ela pode, por obséquio, trazer a merda da long neck mais horrorosa da terra, a porra da Bohemia que ta com gosto de perfume e faz tempo. Já pedi duas vezes e a infeliz ainda não trouxe. Trouxe. Pelo menos ta gelada. Eu e Dex terminamos o Yakissoba. Eu sei que o restaurante é japonês, mas prefiro comida chinesa. Chega o rango da Dex. Este lixo da Bohemia é uma merda, mas ta mesmo bem gelada. O rango da Dex traz bife com gosto de peixe, segundo ela. Troca. O cara na cozinha deve estar fazendo um vudú com a gente. Trocou o prato da Dex. Pedi aquele empanados, tempurá? Dex terminou o dela. Proponho um saquê, mas ela não quer. Como meus empanados. Dex quer aquele doce que parece uma batata, mas é feito de banana. Pronto. Bora. Quero ir no Zé, no Mercearia, beber cerveja boa. Dex reluta, diz que estamos estufados. Estamos mesmo. Insisto em ir ao Zé. Tá com as portas semi-fechadas. Não é dia de tomar cerveja boa mesmo! Go home.

Lixo na rua. Me espeto com umas plantas que foram podadas pelo tio Chico que fez bico de jardineiro no fim de semana. CQC na TV. Não sei se quero continuar assistindo isso toda semana. Que é legal, é!  Mas me deprime um pouco. Parece me mostrar algo que poderia ser meu, mas me foi negado. Quer saber? Vou dormir! Dex vem junto. São onze e tanta da noite.

 



Escrito por paulaovv às 08h50
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Domingo – 4 de outubro de 2009

 

Chacoalha - coalha no ônibus. Começo a recobrar a consciência e já estamos em Telêmaco Borba. O Hotel tem uma escada complicada preu carregar a porra da bagagem. Levo tudo pra cima e me dão um quarto que é no mesmo andar. Obrigado, isto facilita muito o manuseio das malas.

Gente, que quarto é este? Uma suíte, com sala incluindo sofá, mesinha, duas poltronas, um computador só pra mim. Banheiro, cozinha. O quarto tem uma puta camona de casal. E outra cama de solteiro ao lado. Tv de plasma no quarto e na sala. To bem ou não? Nosso contratante e amigo Robinho foi forte desta vez. Não sei se já disse pra vcs, ele tem duas tatuagens iguais ás minhas nos braços.  Penduro a roupaiada e caio na cama. Nada de almoço hoje. Fico ali, meio que dormindo e acordando várias horas. Meio dia e pouco, Robinho, o bambi, liga me convocando pro almoço. Peço prele me arrumar uma marmita. Preciso descansar.

Fico assim até três da tarde. Ai falo com a portaria e Robinho vem me buscar pro churrasco que ta rolando no clube onde vamos tocar. Roy ta com ele e os dois estão movidos a latinhas de breja. Este Roy gosta de uma farra, mano!

No clube a técnica ta trabalhando no som. Eu mando uns pedaços de churrasco pra dentro, acompanhados de tomate, arroz e uma skol. To comido. De volta pro hotel. Eu não disse, mas o pessoal do hotel colocou um bombom e um bilhete super gentil para nos recepcionar, agradecendo a preferência, se pondo á disposição para qualquer coisa e desejando bom show e breve retorno. Só tive coisa parecida com esta quando fui participar do carnaval de Salvador a convite da galera do Andrezão, onde além de um bilhete como este, ainda havia abadás pra vários blocos e uma garrafa de Black Label. Fora transporte e hospedagem pra mim e pra Dex. Uhu!

Aproveito a mamata do computador no quarto e atualizo o que posso do blog, twitter e e-mails. O show vai ser mais cedo por aqui. Nove da noite. Banas me liga por volta de seis e meia dizendo que a saída é sete e meia. Sigo escrevendo e descubro que a porcada ganhou de 3 a 1 de virada do Santos na Vila. Fora o baile! Ta foda, não é hoje que vou me vingar do Roy.

Portaria do hotel. Bora. Vamos em vários carros. Robinho se vira como pode para fazer uma boa produção, mas van não coube no orçamento. Não tem problema, mano. Tamo junto.

Camarim. Bebericos. Passei a tarde com cólicas intestinais e cagando até o que não comi. Espero que tenha cagado tudo. Cervejinha? Sim! Peço que Ricardo faça aquele drink estranho que me liga. Banas faz uns comentários sobre a dificuldade de abrir pro AC/DC, assim como sobre a fraca expectativa de público pra hoje, o que me deixa de bode. Peço pra ele não vir com estes assuntos antes de show que me derrubam. Eu quero abrir pro AC/DC e eu vou! E vai ter uma galera animada hoje. E se só tiver uma pessoa na platéia vamos tocar com a mesma rola dura de sempre, puta que pariu!

Robinho traz a família pra gente conhecer. Filhos, esposa, todos corinthianos. O patrocinador do evento é um porco chato. Pense num porco chato! Pensou?  Este é pior. Mas a esposa dele e os filhos são corinthianos. O diretor do clube traz cds pra gente autografar. Era ele quem tava cuidando do churrasco hoje quando almocei. Gente boa, o Pintinho!

Vou cagar. Voltei. Bora. Genelvis na área. Uma entrevista pra TV. Vamo?

Mesma estrutura do show de ontem, com algum cuidado pra não cometer os mesmos erros. Não ta lotado, mas ta bem legal. Vamonois. E tudo sai ainda melhor que sábado. Juju faz o discurso direitinho em Cafajeste. O resto vai indo bem. Fim. Bis. Tem muita molecada de 10, 12 anos na área. Uma meninas, certamente com menos de 18 anos na frente do palco, corando a cada putaria que eu pronuncio. Será que vamos ficar pops agora, meu Deus? Pelo menos livramos estas meninas de gostar de bandas emo, porra. Aqui é rock’n’roll, caralho!

Acabou. Camarim em festa. Vou falar com a galera lá fora. Abraços, fotos, autógrafos. Volto pro camarim. Ta uma farra só, Robinho de esbaldando. Olho pro Marquinho, nosso motora e pergunto se tenho chance de ir pro busão agora. Ele me escolta. To cansadão. Não sei se pela tensão do show novo ou se por terem sido três dias intensos. To cansado!

Antes de sair um fã aparece e me mostra o filhote ainda de colo. Vitor? Pego o menino no colo e tiro fotos. Lembro que ontem, em Ponta Grossa, tb peguei uma criança pequena no colo na tarde de autógrafos. Era uma menininha. E a cena se repetiu após o show no Empório, á noite. E agora de novo. Estarei pronto para virar pai? Ah, que presente de Deus seria! Busão.

Dou uma cochilada, tomando água mineral. Deu “rabuje” de breja. Banda no busão. Hotel. Banho. To pelado, deitado no sofá, ouvindo o cd novo sendo reproduzido no computador. Parece que corri uma maratona. O interfone toca. Precisamos ir. Arrumo tudo. O interfone toca.

- To arrumando a porra toda.

Beleza. Busão. Vamosimbora. São Paulo, here we come. Brigado Robinho, mais uma vez foi uma honra tocar em Telêmaco Borba!

Brigado Deus pelos bons shows. Leva a gente bem pra sampa. Inteiros!

 



Escrito por paulaovv às 19h40
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